Mussa Qawasma/Reuters
Mussa Qawasma/Reuters

Israel registra maior número de infecções de coronavírus e endurece restrições

Número é o mais alto registrado no país desde o início da pandemia há mais de quatro meses e implica que mais de 5% dos testes realizados tiveram resultados positivos; Cisjordânia também registra alta de casos

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2020 | 16h03

JERUSALÉM - Israel registrou nesta quarta-feira, 1º, o maior número de infecções diárias pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, com 859 nas últimas 24 horas, pouco depois de impor novas restrições após uma rápida flexibilização.

Enquanto todos estão de olho em uma possível decisão do governo de estender a soberania aos territórios ocupados na Cisjordânia, o Ministério da Saúde israelense divulgou, como todos os dias, o número de novas infecções confirmadas por coronavírus: 859.

Esse número é o mais alto registrado no país desde o início da pandemia há mais de quatro meses, e implica que mais de 5% dos testes realizados tiveram resultados positivos.

Após mais de dois meses de uma rápida flexibilização nas restrições sociais, o governo implementou uma série de medidas na última segunda-feira que limitam a maioria das reuniões públicas a um máximo de 50 pessoas, embora continue ignorando a recomendação de especialistas e até de profissionais da saúde para tomarem decisões drásticas com o objetivo de interromper a segunda onda do vírus.

Durante entrevista à uma rádio estatal, o ministro sem pasta Tzachi Hanegbi disse ontem que 99% do que o governo faz não está relacionado com o coronavírus. Suas palavras vieram após uma declaração do ministro da Defesa, Benny Gantz, que havia indicado que a anexação de territórios na Cisjordânia ocupada era menos urgente do que lidar com a pandemia.

Essas declarações são relevantes, uma vez que o governo de coalizão do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e Gantz foi formado como um "governo de emergência" para lidar com a crise sanitária que afeta o mundo.

No momento, o número de novas infecções não se refletiu em um aumento sério do número de vítimas da doença, que tem aumentado lentamente nos últimos dias e se situa agora nos 320.

O número total de pessoas infectadas desde o início da pandemia no país, de cerca de 9 milhões de habitantes, chega a 25.547, dos quais pouco mais de 8 mil estão ativos e apenas 56 estão internados em estado grave. 

Cisjordânia reinstaura confinamento 

A Cisjordânia, por sua vez, anunciou que permanecerá em confinamento durante cinco dias por causa de uma grande alta de casos de contágio, como explicou o porta-voz do governo palestino, Ibrahim Melhem.

"A partir da sexta-feira pela manhã, todas as partes da Cisjordânia, as cidades e aldeias, ficarão fechadas por um período de cinco dias", declarou Melhem. As farmácias, padarias e supermercados estão autorizadas a abrir.  

O número de casos de covid-19 duplicou em uma semana no território palestino, chegando a 2.636 nesta quarta, em comparação aos 1.256 da semana anterior. 

As autoridades tinham ordenado na última semana o confinamento temporário de Nablus (norte), Hebron e Belém (sul), para combater a propagação do vírus. / EFE e AFP 

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