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Israel reitera que manterá boicote a gabinete palestino

O governo de Israel decidiu neste domingo, 18, por 19 votos a favor e duas abstenções, manter o boicote ao novo gabinete de união nacional palestino, integrado por membros dos grupos rivais Fatah e do Hamas.O Executivo israelense apoiou assim a proposta do primeiro-ministro, Ehud Olmert, de não reconhecer o novo governo palestino, que começou neste domingo sua caminhada para conseguir reconhecimento internacional depois que seus ministros tomaram posse no sábado.O gabinete de coalizão, aprovado por 83 votos a 3, é a última tentativa do grupo islâmico Hamas e de seus adversários do secular Fatah em convencer o Ocidente a cancelar às sanções impostas contra a Autoridade Nacional Palestina depois que o Hamas venceu as eleições no ano passado. Para Olmert, no entanto, a nova plataforma de governo "inclui elementos problemáticos que não podem ser aceitos por Israel e pela comunidade internacional, como o direito de resistir, o uso do terror e o não reconhecimento de Israel". O premier se pronunciou ao gabinete israelense antes da votação.As exigências expostas por Israel são as demandas do Quarteto de Madri, grupo de negociações para o Oriente Médio formado por Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia.Ainda assim, Olmert disse que manteria contato com o presidente moderado palestino, Mahmoud Abbas. O líder israelense disse, entretanto, que "não podemos manter contato com o governo ou seus ministros quando consideramos que esse governo não aceita as condições da comunidade internacional".Na reunião deste domingo do gabinete de ministros de Israel, os dois ministros que se abstiveram foram o representante da minoria árabe Raleb Majadele, do Partido Trabalhista, e a ministra da Educação Iuli Tamir, do mesmo partido.As autoridades israelenses estão preocupadas com a possibilidade de que o novo governo palestino diminua as sanções impostas contra a ANP pela comunidade internacional. Logo após a aprovação do gabinete, no sábado, a Noruega anunciou que reconheceria o gabinete e cancelou as sanções contra os palestinos. O Reino Unido e a ONU também deram sinais de flexibilidade, enquanto os EUA reagiram com frieza ao anúncio.Embora esperada, a rejeição de Israel à nova plataforma teve motivação imediata os comentários do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniye, minutos antes da aprovação do gabinete. Segundo o premier, a resistência "é um direito legitimo do povo palestino, um direito que está garantido por todas as resoluções e convenções internacionais. É um direito do nosso povo se defender contra a ocupação Israelense".Historicamente, o uso do termo "ocupação" pelo Hamas não é uma referência apenas à presença israelense na Cisjordânia e, anteriormente, à Faixa de Gaza. O grupo costuma usar o termo para caracterizar a existência de Israel, dando a entender que o Estado judeu ocupa territórios originalmente pertencentes aos palestinos. Por este motivo, o governo israelense pediu firmeza da comunidade internacional na manutenção do boicote contra os palestinos. "A comunidade internacional manteve-se firme até aqui. Esperamos que continuem assim", resumiu um interlocutor de Olmert.

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