Israel rejeita ação contra construção do muro em Jerusalém

A Corte Suprema israelense rejeitou neste domingo uma ação apresentada pelos moradores da aldeia palestina de Bir Nabala, próxima a Jerusalém, que alegam que a construção do muro de separação na localidade é ilegal e transgride o direito internacional.Uma comissão ampliada de nove juízes do Supremo, presidida pelo residente Aharon Barak, rejeitaram a ação e disseram que o muro de separação junto a Bir Nabala não é ilegal e responde a razões de segurança, mais que a fins políticos.Os juízes ressaltaram que a ação apresentada não analisa plenamente o regime de portões, pelo qual o exército israelense prometeu uma série de passagens que permitirão aos agricultores cultivar suas terras.Na sentença, os juízes afirmam que os litigantes têm o direito a apelar novamente à Corte Suprema se não estiverem satisfeitos com as regras alcançadas. O traçado do muro de separação em torno de Bir Nabala faz parte da denominada "envoltura de Jerusalém", a seção que circunda a cidade santa. Na zona norte, o projeto isola cinco aldeias palestinas entre o muro e os limites municipais de Jerusalém.Estas cinco aldeias, que são Bir Nabala, Beit Hanina, El-Jib, Al-Jadira e Kalandia, compreendem uma população de cerca de 16.500 moradores, entre os quais há alguns que têm cartões de identificação israelense.As autoridades israelenses revelaram há alguns meses que o comprimento total do muro, que cerca boa parte do território cisjordaniano, será de 870 quilômetros, embora só 335 deles tenham sido construídos até agora.O projeto começou em 2002, como medida para tentar impedir que terroristas suicidas se infiltrassem no território israelense, e seguiu adiante, apesar de a Corte Internacional de Justiça de Haia o considerar ilegal e exigir a Israel que o destruísse e pagasse indenizações aos afetados.

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