Israel rejeita pressão de Condoleezza

Governo diz que Jerusalém ficará fora de acordo e ampliará assentamento

AFP E REUTERS, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2008 | 00h00

A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, encerrou ontem uma visita a Israel e aos territórios palestinos sem conseguir conter a expansão dos assentamentos judaicos e em meio à advertência israelense de que o status de Jerusalém pode ficar fora de um acordo de paz. Durante a visita de Condoleezza, a sexta desde a Conferência de Annapolis (EUA) - que relançou, em novembro, as negociações palestino-israelenses -, foi anunciado um plano de construção de mais 40 mil casas em Jerusalém. Mais de 1.300 delas serão erguidas na parte oriental (ocupada por Israel em 1967), que os palestinos querem como a capital de seu futuro Estado.''Não vamos expropriar mais terras palestinas, mas continuaremos construindo em bairros judaicos de Jerusalém que, esperamos, devem continuar em nossas mãos'', declarou o premiê israelense, Ehud Olmert, durante encontro com Condoleezza. Pouco antes, a secretária de Estado havia advertido em Ramallah, Cisjordânia, sobre o ''impacto negativo'' que a expansão das colônias tem no processo de paz e assegurou que Washington não reconhecerá as novas casas como linha fronteiriça entre Israel e o futuro Estado palestino.Mark Reguev, porta-voz de Olmert, disse que o objetivo de Israel é obter um acordo com os palestinos até o fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro. Mas acrescentou que Olmert acha difícil chegar a um acordo sobre uma questão tão sensível quanto Jerusalém nesse prazo.Durante reunião em Jerusalém com o premiê palestino, Salam Fayad, e o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, Condoleezza pressionou pela redução das restrições de movimento na Cisjordânia ocupada. Segundo fontes de defesa, Barak disse que examinará o levantamento de alguns dos 600 postos de controle, mas alegou questões de segurança para justificar a manutenção da maioria dos bloqueios.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.