Israel rejeita proposta dos EUA sobre colonos

Apesar da pressão de Washington, Netanyahu recusa-se a estender moratória por mais 3 meses

Gustavo Chacra, correspondente em Nova York, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

NOVA YORK - Israel rejeitou uma proposta dos EUA e do Egito para prorrogar o congelamento dos assentamentos na Cisjordânia por pelo menos mais três meses. Apesar da recusa, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, voltou a insistir, horas mais tarde, para que os israelenses mantenham a suspensão das construções.

 

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"A posição do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu sobre o período de congelamento na Cisjordânia é conhecida e não foi alterada", afirmava um comunicado oficial divulgado pelo gabinete do líder israelense. Em vigor há dez meses para fortalecer a confiança mútua, o congelamento dos assentamentos terminará no fim do mês, segundo Israel.

A proposta para prorrogar por mais 90 dias a suspensão de novas unidades habitacionais foi feita pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, a Netanyahu durante a última rodada de negociações no Egito, na terça-feira.

Pressão

 

Segundo autoridades americanas, Hillary apresentou o mesmo plano ao premiê. Em entrevista a uma rede de TV israelense, ela disse que seria "extremamente útil" se Israel concordasse com a prorrogação, sem especificar por quanto tempo. Diplomatas europeus reunidos em Bruxelas também defenderam a manutenção do congelamento.

Palestinos insistem que a interrupção do congelamento levará ao fim das negociações. Mas, ontem, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, amenizou o tom depois de se reunir com Hillary em Ramallah, indicando que talvez concorde em manter o diálogo mesmo com a retomada das obras.

"Todos sabemos que não há alternativa ao processo de paz além de negociar. Por esse motivo, continuaremos com os esforços", disse Abbas, sem entrar em detalhes.

Netanyahu enfrenta pressões de sua própria coalizão, que poderá se romper caso o primeiro-ministro concorde em manter a moratória.

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