Bashar Talib / Reuters
Bashar Talib / Reuters

Israel responde a foguetes lançados de Gaza e aumentam os temores de nova escalada na região

Em retaliação, israelenses realizaram ataques aéreos e disparos de tanques contra posições do Hamas; segundo Ministério da Saúde de Gaza, quatro pessoas morreram, incluindo um bebê, e várias ficaram feridas

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2019 | 11h34
Atualizado 05 de maio de 2019 | 05h32

GAZA - Mais de 250 foguetes lançados de Gaza caíram neste sábado, 4, em Israel, que respondeu ao ataque causando a morte de quatro palestinos e fechando pontos na fronteira com a Faixa de Gaza. A ação palestina e a resposta israelense aumentam os temores de uma nova escalada na região.

Em retaliação aos foguetes palestinos, Israel realizou ataques aéreos e recorreu a disparos de tanques contra posições do Hamas, segundo o Exército hebreu. O Ministério da Saúde de Gaza anunciou que os bombardeios israelenses deixaram quatro pessoas mortas e várias feridas. Entre as vítimas estão uma criança de 1 ano e 2 meses e sua mãe, que estava grávida, informou o Ministério.

As Forças Armadas de Israel, porém, negaram ter matado a mulher grávida e seu bebê. Os militares atribuíram as mortes ao Hamas. "A mãe e a menina que morreram durante o ataque foram assassinadas pelas armas utilizadas pelo Hamas", disse o militar Ronen Manelis no Twitter, enfatizando que a acusação não passa de uma "propaganda". 

Uma fonte de segurança de Gaza disse que os ataques israelenses atingiram três áreas separadas da região e que três "combatentes da resistência" ficaram feridos.

O Exército israelense afirmou que os palestinos dispararam mais de 250 foguetes da Faixa de Gaza e que dezenas deles foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis de Israel. De acordo com os serviços de emergência do país, os foguetes deixaram ao menos três israelenses feridos, incluindo uma mulher de 80 anos.

O Exército disse que bombardeou dois lançadores de foguetes palestinos e que tanques atacaram vários postos militares do Hamas. Essa escalada, a mais importante durante várias semanas, ocorre após manifestações violentas na sexta-feira na fronteira de Gaza.

Quatro palestinos, incluindo dois membros do braço armado do Hamas, foram mortos em um ataque israelense em Gaza na sexta-feira, após dois soldados israelenses terem sido feridos em confrontos no setor de fronteira. O movimento islamista Hamas, no poder na Faixa de Gaza, prometeu responder à "agressão israelense".

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, se reuniriu com autoridades de segurança do país. Israel e Hamas entraram em confronto em três guerras desde 2008 e, quando a tensão aumenta entre os dois lados, teme-se um quarto conflito.

No fim de março, com mediação do Egito e da ONU, um cessar-fogo foi negociado, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel. Isso permitiu manter relativa calma durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas na terça-feira, Israel reduziu a zona de pesca autorizada na costa de Gaza depois que militantes palestinos lançaram um foguete em seu território. O artefato caiu no Mediterrâneo e o Exército israelense acusou a Jihad Islâmica, um grupo aliado do Hamas, pela ação. / AFP

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