Israel retalia com ampliação de assentamentos

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, aprovou ontem a construção de mais 2 mil residências em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, durante uma reunião destinada a definir quais represálias Israel adotará diante da aceitação do Estado palestino como membro da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2011 | 03h01

Há cerca de um ano, as negociações de paz entre palestinos e israelenses foi suspensa justamente por Israel ter retomado as construções nos territórios que ocupa desde 1967.

Um alto funcionário do governo israelense afirmou que 1.650 casas deverão ser construídas em Jerusalém Oriental e o restante nos assentamentos de Efrat e Maale Adumin, na Cisjordânia. "Todas as áreas mencionadas são regiões que permaneceriam sob controle israelense sob qualquer futuro acordo de paz", afirmou o gabinete de Netanyahu num comunicado.

Um congelamento temporário da transferência de fundos para a Autoridade Palestina (AP), que provêm de impostos arrecadados por Israel, será aplicado pelo governo israelense até que uma decisão final sobre o tema seja tomada. O montante mensal desse repasse é de aproximadamente US$ 27,9 milhões.

"Acelerar a construção de assentamentos equivale a acelerar a destruição do processo de paz; e o congelamento dos fundos palestinos é um roubo", afirmou Nabil Abu Rudeina, porta-voz da AP em Ramallah. Rudeina qualificou a atitude israelense de "provocação" e convocou o Quarteto para o Oriente Médio (EUA, UE, ONU e Rússia) a "exercer pressão sobre Israel para impedir essa decisão, que terá consequências nefastas para toda a região". / REUTERS, AFP, AP e EFE

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