Israel retira tropas de Ramallah

Um palestino morreu nesta quinta-feira durante um conflito com soldados israelenses na Cisjordânia, ao mesmo tempo em que Israel iniciava a retirada de suas tropas de Ramallah e o grupo armado Hamas afirmava que não cessará os atentados suicidas.Nos territórios ocupados por Israel, aumentou a pressão exercida pelo presidente palestino, Yasser Arafat, sobre as organizações integristas islâmicas. Na Cisjordânia, 11 palestinos foram detidos por tropas israelenses.Também hoje, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, enviou uma carta ao presidente dos EUA, George W. Bush, na qual ratificou a importância que Israel dá à missão do enviado Anthony Zinni.Fontes palestinas, por sua vez, foram informadas de que Zinni poderia regressar à região imediatamente após as festas natalinas.Hoje, carros blindados israelenses deixaram os bairros periféricos de Ramallah, embora continuem ainda estacionados a cerca de 300 metros dos escritórios de Arafat.Outros blindados tomaram novas posições, agora mais distantes do centro de Nablus e, à noite, fontes israelenses afirmaram que "trata-se de um posicionamento normal de tropas".A rádio militar israelense informou hoje que em ocasião da missa de Natal, Israel permitirá a Arafat deixar Ramallah e viajar a Belém, como deseja o líder palestino.O traslado deverá ser feito por meio de um helicóptero jordaniano, já que os três aparelhos pertencentes à Autoridade Palestina foram destruídos pelo fogo israelense no início do mês.Por sua parte, Arafat tenta impedir novas ações terroristas e mostra que quer limitar o espaço de manobra dos integristas do Hamas.Um líder desta organização, Khaled Mashal, por sua vez, desmentiu hoje que tenha sido decidida a suspensão dos ataques suicidas em território israelense.

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