Israel rompe contato com Conselho de Direitos Humanos

O Ministério de Relações Exteriores de Israel decidiu nesta segunda-feira romper contato com o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), depois que o organismo informou, na semana passada, que investigaria assentamentos israelenses na Cisjordânia, que é um território palestino ocupado desde 1967. Segundo os palestinos, a decisão do governo de Israel não foi inesperada e ocorre logo após o Conselho ordenar uma investigação sobre as atividades dos assentamentos dos colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Em outros eventos, ocorreram choques entre ativistas palestinos e policiais israelenses perto da prisão militar de Ofer, na Cisjordânia, nesta segunda-feira. Os ativistas pediam a libertação de palestinos presos por Israel sem acusações formais.

AE, Agência Estado

26 Março 2012 | 18h29

"Israel nunca cooperou com as missões investigadoras da ONU que foram montadas e enviadas para investigar as atrocidades de israelenses contra os palestinos", disse o ministro das Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad Malki.

O Conselho da ONU continuará a passar resoluções sobre Israel enquanto a ocupação da Cisjordânia prosseguir, alertou a diplomata uruguaia Laura Dupuy Lasserre, presidente do Conselho.

"Foi uma decisão do Ministério de Relações Exteriores romper contatos de trabalho com a organização", disse o porta-voz do ministério da Israel, Yigal Palmor, à agência France Presse, lembrando que a decisão ainda precisa ser formalmente informada ao conselho. O governo israelense também vai impedir a entrada de um grupo da ONU na Cisjordânia para realizar a investigação sobre os assentamentos. Israel acusa o conselho de apresentar um acentuado viés anti-Israel. O país afirma a ONU tem foco desproporcional sobre a política israelense em relação aos palestinos.

Líderes israelenses ficaram alvoroçados por causa da adoção de uma resolução do conselho, na semana passada, condenando a construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e com a decisão do conselho em enviar uma missão de sondagem para investigar os acontecimentos.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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