Israel suspende acesso de judeus ao Monte do Templo

A polícia israelense informou que estão suspensas as visitas de não-muçulmanos a um local sagrado da Cidade Velha de Jerusalém, disputado por judeus e islâmicos. O porta-voz Gil Kleiman disse que as visitas estão proibidas por razões ?táticas e operacionais?, sem oferecer maiores explicações. A colina, que abriga a Mesquita Al Aqsa e o santuário da Cúpula da Rocha, é chamada de Haram as-Sharif, ou Santuário Nobre, pelos muçulmanos. Este é o terceiro local mais sagrado do Islamismo, depois das cidades de Meca e Medina. Os judeus, que se referem ao local como Monte do Templo, reverenciam-no como o lugar dos templos judaicos dos tempos bíblicos. O lugar foi proibido para os muçulmanos durante 33 meses de violência entre israelenses e palestinos, mas mais recentemente pequyenos grupos de turistas, israelenses ou de outras nacionalidades, puderam visitá-lo, sob escolta policial. As visitas irritaram os palestinos, e o Waqf - o fundo islâmico responsável pelo complexo de Al Aqsa - pediu à polícia que as interrompesse. Em setembro de 2000, Ariel Sharon, então líder da oposição, visitou o Monte. A visita iniciou uma onde de protestos palestinos e reações israelenses que cresceu em escala e se transformou no levante armado palestino e na ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

Agencia Estado,

30 Julho 2003 | 16h35

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