Israel suspende prisão de soldados que usaram menino como 'escudo-humano'

Garoto de 9 anos foi obrigado a revistar sacos que continham explosivos e depois atiraram no objeto

Reuters,

21 de novembro de 2010 | 12h49

JERUSALÉM - Um tribunal militar de Israel no domingo, emitiu uma sentença que suspende prisão contra dois ex-soldados, acusados de forçar uma criança palestina de buscar supostas armadilhas durante o conflito na Faixa de Gaza, anunciou o Exército.

 

A decisão significa que os ex-recrutas, que no mês passado foram condenados por conduta imprópria e riscos desnecessários, estão livres, mas enfrentarão um período mínimo de três meses de prisão caso cometam outro crime. Também foram removidos da faixa de reservistas.

 

Enquanto serviam na ofensiva terrestre de Israel contra a guerrilha liderada pelo Hamas em 15 de janeiro de 2009, os dois soldados de infantaria ajudaram no ataque a um prédio de apartamentos no bairro de Tel Al-Hawa, em Gaza City.

 

Após cercar residentes, ordenou que uma criança de nove anos, Majed Rabah, 9 anos, a revistar os sacos de explosivos escondidos, de acordo com a decisão de Israel, que continham relatos de testemunhas.

 

Como Rabah não conseguiu abrir um dos sacos, os soldados atiraram no objeto, pondo em perigo todos os que estavam presentes, indicou o veredicto. Mais tarde, a criança foi devolvida incólume à sua família e a decisão não mencionou se ele tinha encontrado explosivos ocultos.

 

Em Gaza, Rabah expressou seu desapontamento com a decisão no domingo. "É injusto. Deveriam ficar presos por um ano ou dois", disse ele à agência de notícias Reuters. A mãe de Rabah, Afaf, disse que os soldados israelenses deveriam ser levados perante um tribunal internacional de crimes de guerra.

 

Os esforços para tornar funcionários do governo e do Exército de Israel efectvos sejam julgados no estrangeiro têm aumentado desde o fim da guerra, que causou a morte de cerca de 1.400 palestinos.

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