Israel tenta acalmar ânimos no Egito após filme polêmico

O governo de Israel tenta acalmar os ânimos no Egito após a exibição de um polêmico documentário que sugere que 250 soldados egípcios desarmados foram assassinados por forças israelenses na guerra de 1967.Fontes do governo citadas nesta quinta-feira, 8, pela rádio pública israelense disseram que Israel entregou na quarta-feira, 7, a um representante diplomático do Egito em Tel Aviv uma cópia do documentário, com explicações sobre seu conteúdo.Segundo as fontes, "o documentário não fala em nenhum momento que soldados da Brigada Shaked mataram soldados egípcios".O documentário, exibido no último fim de semana, desencadeou uma onda de protestos no Egito e levou a oposição a pedir que o governo rompa imediatamente as relações diplomáticas com Israel, estabelecidas em 1979.Israel recomendou na quarta-feira a seus cidadãos que saiam da Jordânia e do Egito, temendo um ataque.As fontes governamentais israelenses afirmam que "o governo do Cairo não está interessado numa deterioração das relações bilaterais", mas "não faz o suficiente para conter a campanha de incitação da oposição egípcia e esclarecer que não houve massacre".

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