Israel tenta barrar fluxo de imigrantes africanos

O governo de Israel continua enviando soldados para a fronteira do Egito na tentativa de impedir a imigração ilegal de africanos para o país. Estima-se que 60 mil imigrantes, vindos principalmente do Sudão, Sudão do Sul e da Eritreia, já tenham cruzado a fronteira de Israel em busca de trabalho. Alguns israelenses estão preocupados com a influência da cultura estrangeira, que poderia descaracterizar Israel como um Estado judaico.

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2012 | 20h37

A Anistia Internacional e grupos civis israelenses, como o Hotline for Migrant Workers e a Associação de Direitos Civis em Israel pediram para que Israel pare com a prática, considerando que os africanos podem estar atrás de asilo político. Em comunicado divulgado, os grupos afirmam que "Israel é responsável pelas ações e omissões de seus soldados." Mas para o governo, o único objetivo dos africanos é conseguir um emprego no país.

Segundo os grupos de defesa dos direitos humanos, o número de imigrantes que cruzam a fronteira tem caído. Em julho, segundo o governo, 248 imigrantes cruzaram a fronteira. Os números divulgados pela imprensa egípcia são bem diferentes, os jornais do país falam em 514 pessoas capturadas.

As três organizações acusam os soldados de invadirem o território egípcio para capturar os imigrantes antes que eles cheguem à fronteira. A informação foi negada pelo Exército do Egito. A área de fronteira, na região do Sinai, já foi palco de confrontos entre militares dos dois países.

As informações são da Associated Press.

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