EFE/EPA/ABIR SULTAN
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Israel terá quarta dose da vacina contra a covid-19 para maiores de 60 anos

País tenta combater a chegada da variante Ômicron e anunciou restrição de viagens para diversos países, além de fechar as fronteiras

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2021 | 14h13

TEL-AVIV - O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, anunciou na terça-feira 21 que todos os israelenses com mais de 60 anos e os profissionais de saúde terão o direito à quarta dose da vacina contra a covid-19. O país luta para conter a propagação da variante Ômicron com proibições de viagens e outras restrições, mas sem ordenar um confinamento.

"Os cidadãos de Israel foram os primeiros do mundo a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19 e seguimos na vanguarda com a quarta dose", declarou Bennett em um comunicado divulgado por seu gabinete, chamando as pessoas que cumprem os requisitos a "se vacinarem".

A declaração foi divulgada após uma reunião do conselho de ministros sobre a pandemia, enquanto cresce a preocupação com o aumento de casos de covid-19. O primeiro-ministro acatou a decisão do painel, que considerou "uma grande notícia que nos ajudará a superar a propagação da variante Ômicron que assola o mundo".

Pessoas imunossuprimidas também poderão receber a quarta dose, pelo menos quatro meses após a terceira injeção, informou o Ministério da Saúde em nota. Mais de 4,1 milhões de israelenses receberam três doses da vacina contra o coronavírus no país de 9,3 milhões de habitantes.

O mundo registrou 5.368.777 mortes por covid-19 desde o final de 2019, segundo um balanço estabelecido pela agência France-Press com base em fontes oficiais nesta quarta-feira, 22.

A Europa é a região que registra mais casos atualmente, com 2.870.947 nos últimos sete dias (60% do total mundial), seguida por Estados Unidos/Canadá (1.108.580 casos, 23%).

Viagens

Israel fechou as fronteiras aos turistas em novembro para conter a circulação da variante ômicron e intensificou as restrições das viagens ao exterior, com a proibição de que seus cidadãos entrem em quase 50 países.  Na terça-feira, o país acrescentou EUA e outros países à lista de destinos considerados de risco, aos quais impõe uma proibição de viagem devido à covid-19.

As restrições, que já atingiam a França, o Reino Unido e a maioria dos países africanos, entrarão em vigor nesta quarta-feira e serão mantidas até 29 de dezembro, segundo a porta-voz do comitê parlamentar, Ronit Gal.

Natal

Com isso, israelenses redescobrem destinos internos para comemorar o Natal. Nazaré, a maior cidade árabe de Israel e um local muito importante para o cristianismo, recebe habitualmente nas festas de fim de ano multidões de peregrinos que visitam a Basílica da Anunciação, onde, segundo a tradição cristã, o arcanjo Gabriel disse a Maria que ela teria o menino Jesus.

Para Aziz Bana, uma guia turística de Nazaré, este não é o Natal que esperava. "Mas o ambiente é ótimo, muitos israelenses judeus estão aqui", celebrou. "Estamos felizes, apesar da ausência de turistas estrangeiros". 

Depois de passar muito tempo despercebida pelos promotores do turismo israelense, Nazaré, que é majoritariamente muçulmana, mas tem 25% da população cristã, está no centro de uma campanha de estímulo do turismo, disse Sharon Ben Ari, secretário municipal da pasta. A prefeitura e o governo investiram principalmente em comunicação na véspera de Natal, com a publicação de um guia de mais de 100 páginas em hebraico, com um portal na internet voltado para os judeus israelenses.

Com 100 mil visitantes por dia e uma receita turística de 50 milhões de shekels (US$ 15,7 milhões), este Natal é um "sucesso especial", celebra Ben Ari, antes de explicar que o resultado não vai cobrir quase dois anos de prejuízos provocados pelo coronavírus. / AFP

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