Israel terá sistema antimísseis a laser dentro de um ano, diz premiê

Nova tecnologia também oferecerá proteção contra mísseis e drones e deve reduzir gastos de interceptação

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2022 | 21h56

TEL AVIV - Israel terá um novo sistema antimísseis a laser dentro de um ano, anunciou nesta terça-feira, 1, o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett. 

O projeto “permitirá a médio e longo prazos cercar Israel de uma muralha a laser que o proteja de mísseis, foguetes, drones e outras ameaças”, declarou o premiê durante a abertura de uma conferência anual do Centro de Pesquisas de Segurança Nacional (INSS). 

A tecnologia vem reforçar outros sistemas de segurança israelenses, como o Domo de Ferro. Criado há uma década, o Domo tem uma taxa de interceptação de 90% contra disparos de foguetes, mas seu funcionamento tem um custo elevado – segundo Bennett, dezenas de milhares de dólares por unidade. 

O novo sistema será instalado a bordo de uma pequena aeronave civil, informou Yaniv Rotem, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Ministério da Defesa israelense.

Em março passado, o Exército israelense lançou um sistema de munição de morteiro guiado por laser e GPS para atingir alvos com maior precisão em terrenos abertos e ambientes urbanos.

Em junho, o Ministério da Defesa de Israel também interceptou com sucesso drones com um poderoso sistema de laser instalado em aeronaves leves, com uma taxa de sucesso de 100%. Este laser destina-se a ter um alcance efetivo de cerca de 20 quilômetros.

Oficiais de defesa haviam planejado originalmente que a tecnologia a laser estivesse pronta em cerca de dois anos.

Bennett afirmou que a nova tecnologia permitirá ao país “eliminar a ameaça iraniana” de suas fronteiras.  O premiê também sugeriu que esta tecnologia poderia servir a outros países da região "igualmente expostos às graves ameaças do Irã e seus aliados".

Ele também aproveitou a ocasião para reiterar sua oposição a um eventual acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano."Nenhum acordo nos impedirá de assegurar a defesa de Israel", declarou.

Israel, considerado a única potência nuclear do Oriente Médio, teme ver o Irã, seu inimigo declarado, reunir material suficiente para produzir uma bomba atômica. /AFP, EFE e AP

 

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