OREN ZIV/EFE
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Israel testa míssil capaz de atingir Irã

Jornais afirmam que Netanyahu faz lobby por ataque a instalações nucleares da República Islâmica

Associated Press

02 de novembro de 2011 | 11h44

JERUSALÉM - Israel testou com sucesso um míssil capaz de carregar material nuclear e com alcance o suficiente para atingir o território iraniano, reerguendo o debate sobre a possibilidade de os líderes do Estado judeu estarem planejando um ataque às instalações nucleares da República Islâmica.

 

Já era sabido que as lideranças israelenses consideravam uma ofensiva como uma opção contra o programa nuclear do Irã - considerado por Israel como a maior ameaça do Oriente Médio -, mas declarações do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Ehud Barak, publicadas no final de semana em um jornal dizendo que eram favoráveis a um ataque recolocaram o assunto em pauta.

 

Nesta quarta-feira, um segundo periódico noticiou que o premiê faz lobby entre os membros do seu gabinete por um ataque, apesar da complexidade da operação e da enorme probabilidade da retaliação iraniana. Uma fonte próxima do governo, falando em condição de anonimato, afirmou que Netanyahu ainda não tem apoio para aprovar uma ação do tipo.

 

De acordo com uma fonte do departamento militar de Israel, um teste de mísseis planejado há muito tempo foi conduzido. Não foram dados mais detalhes, mas há relatos de que o dispositivo era do modelo Jericho, capaz de levar uma ogiva nuclear e com alcance suficiente para atingir o território iraniano.

 

Israel cita o programa nuclear de Teerã, seu programa de mísseis balísticos, referências repetidas sobre a destruição do Estado judeu feitas pelo próprio governo iraniano e o apoio ao Hamas e ao Hezbollah como argumentos para justificar a posição do Irã como maior ameaça da região.

 

O Irã, por sua vez, nega que seu programa atômico seja destinado à produção de armas, mas que serve apenas para fins civis. Apesar disso, as autoridades impedem investigações totais em suas instalações nucleares, o que causou a aprovação de quatro rodadas de sanções por parte do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

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