Israel tinha conhecimento de atividades terroristas no Quênia

O serviço secreto de Israel recebeu com antecedência alertas de que organizações extremistas estavam operando no Quênia, mas não tinha informações precisas sobre planos de ataque. Segundo o chefe de pesquisas do serviço secreto, general Yossi Kupperwasser, o governo de Israel não tinha dados específicos sobre atentados, como Alemanha e Austrália, mas tinha conhecimento da movimentação de terroristas.Em novembro, os dois países alertaram que grupos extremistas planejavam ataques contra alvos ocidentais na cidade portuária queniana de Mombasa. ?Não havia informações concretas e exatas, apenas informações gerais sobre alguma tentativa de ataque no Quênia, mas nenhuma específica com relação a alvos israelenses. Israel nunca foi mencionado", disse Kupperwasser a uma comissão parlamentar.Segundo ele, desde os atentados de 12 de outubro em Bali, na Indonésia, nos quais aproximadamente 200 pessoas morreram, o serviço secreto recebeu um número excessivo de informações provenientes de todo o planeta, o que aparentemente prejudicou a checagem adequada de todas as denúncias. Um comunicado atribuído à Al-Qaeda e divulgado ontem num site islâmico na Internet assumiu a autoria dos atentados.

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