Israel usou bombas de fragmentação proibidas no Líbano

A HRW alertou também que quase um milhão de bombas de fragmentação não explodiram ao tocar a terra

EFE,

17 de fevereiro de 2008 | 05h37

Israel violou o Direito Internacional ao usar bombas de fragmentação americanas durante o conflito com o Hesbollah no Líbano entre julho e agosto de 2006, denunciou, neste domingo, a organização Human Rights Watch (HRW). Em um relatório divulgado na véspera do começo na Nova Zelândia de uma conferência internacional que estudará a proibição total destas armas, a HRW disse que os cerca de 4,6 milhões de artefatos despejados pelos aviões israelenses sobre o Líbano deixaram pelo menos 200 pessoas sem algum de seus membros. Além disso, o Estado-Maior de Israel continuou os bombardeios durante os últimos três dias do conflito, apesar de um iminente cessar-fogo. Dezenas de aldeias pobres foram atacadas e milhares de hectares de cultivos básicos em uma economia fundamentalmente agrária como a libanesa ficaram destruídos. A HRW alertou também que quase um milhão de bombas de fragmentação não explodiram ao tocar a terra e continuam dispersas pelo sul do Líbano, onde podem ser ativada a qualquer momento e ferir ou matar pessoas inocentes.

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