Israel vai libertar 104 palestinos, diz Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste sábado que vai libertar 104 prisioneiros palestinos, para coincidir com a retomada das negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos e paralisadas há muito tempo.

Agência Estado

27 de julho de 2013 | 17h14

"Eu concordei em libertar 104 palestinos em etapas, após o início das negociações e de acordo com o progresso", escreveu o primeiro-ministro em sua página oficial do Facebook. Ele não deu detalhes sobre aqueles que devem ser libertados e também não confirmou relatos de que as negociações começará em Washington nesta terça-feira.

Uma autoridade palestina disse mais cedo à AFP que a reunião em Washington teria a presença do negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, sua contraparte israelense, Tzipi Livni, e o ministro da Justiça e outras autoridades norte-americanas. Os lados devem se reunir para um jantar informal segunda-feira, disse essa autoridade.

O ministro israelense de Desenvolvimento Regional, Silvan Shalom, disse nesta semana que as negociações poderiam se retomada na próxima terça-feira, mas nada havia sido confirmado.

"Neste momento, parece mais importante para mim que o estado de Israel entre" em negociações, Netanyahu escreveu. "Isso é importante tanto para maximizar a possibilidade de acabar com o conflito com os palestinos como para solidificar a posição de Israel na complexa realidade internacional que nos cerca", acrescentou, escrevendo em hebraico.

O jornal Haaretz disse que as conversas iniciais seriam para se estabelecer os parâmetros das negociações formais. "De acordo com altos funcionários em Jerusalém, o encontro em Washington é esperado para lidar principalmente com a agenda para a realização de negociações, incluindo os temas a serem discutidos e o calendário", de acordo com o Haaretz.

Durante a reunião semanal do gabinete do governo, no domingo, Netanyahu deve fazer uma declaração formal sobre a retomada das negociações de paz e determinar um comitê ministerial para lidar com a libertação dos prisioneiros, segundo o site do governo. Já o site de notícias israelense Ynet disse que Netanyahu chefiará esse comitê para decidir quais os prisioneiros devem ser libertados e quando.

O governo também endossará um projeto de lei para que qualquer tratado de paz com os palestinos seja submetido a um referendo. Tal voto seria uma aprovação final de um tratado, após a ratificação por parte do governo e do parlamento.

Um documento informativo publicado pelo governo disse que a proposta vem "à luz dos desenvolvimentos diplomáticos significativos que acompanham a abertura de negociações por parte do Estado de Israel com a Autoridade Palestina".

O projeto, no entanto, é visto como um gesto de ministros de direita apreensivos com concessões que poderiam ser exigidas de Israel nas negociações.

O documento do gabinete governamental disse que o governo vê a aprovação do projeto como "urgente e importante" e disse que pediria ao parlamento para agilizar sua aprovação. Fonte: Dow Jones Newswires.

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