Israel volta a atacar Gaza após o Hamas rejeitar um cessar-fogo

Proposta feita pelo Egito foi aceita pelo governo de Netanyahu, mas foguetes continuaram sendo disparados contra o território israelense

O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 03h32

(Atualizada às 09h50) GAZA / JERUSALÉM - Israel voltou a atacar Gaza nesta terça-feira, 15, após o Hamas, grupo que controla a região, ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo feita pelo Egito. Aviões israelenses bombardearam regiões da cidade de Jan Yunés e do bairro de Zeitun, no leste da Cidade de Gaza.

O governo israelense havia aceitado a proposta egípcia para interromper o conflito com o Hamas que dura uma semana, mas o grupo continuou lançando foguetes contra o território israelense.

Pelos termos do plano anunciado pelo Egito - cujo governo, apoiado pelos militares, não mantém bom relacionamento com o Hamas -, a redução dos ataques estava prevista para começar às 9 horas (3 horas no horário de Brasília), com o fim das hostilidades dentro de 12 horas.

O escritório do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu informou que o gabinete se reuniu na manhã desta terça-feira, 15, e havia decidido responder casos os disparos de foguetes procedentes da Faixa de Gaza continuassem. "Nós aceitamos o cessar-fogo proposto pelo Egito para dar uma oportunidade ao fim do disparo de foguetes e ao desmantelamento dos túneis (na Faixa de Gaza)" disse Netanyahu. 

Depois das 9 horas foram feitos disparos contra Israel e a TV mostrou a interceptação de vários projéteis pelo sistema antimísseis israelense Domo de Ferro sobre o porto de Ashdod. Uma fábrica foi atingida, mas os serviços de emergência informaram que ninguém ficou ferido.

O Hamas reconheceu o "movimento diplomático" para o fim do conflito, mas o braço armado do grupo, as Brigadas Al-Qassam, não aceitaram os termos da proposta egípcia. Moussa Abu Marzouk, alto dirigente do Hamas que estava no Cairo, havia dito, no entanto, que o grupo não tinha tomado uma decisão final. 

Desde a terça-feira 8, Israel iniciou uma ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza chamada operação Limite Protetor, que até agora deixou 185 palestinos mortos e expôs milhões de israelenses aos lançamentos de foguetes do Hamas.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, condenou nesta terça a rejeição por parte do Hamas do cessar-fogo. "Não posso condenar com mais dureza as ações do Hamas, que dispara mísseis contra o esforço e a boa vontade de se conseguir o cessar-fogo para o qual trabalham Egito e Israel juntos", afirmou Kerry em entrevista concedida em Viena, Áustria. / AP, EFE e REUTERS

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