Israel volta a bloquear cidades palestinas

Israel voltou a bloquear o acesso a diversas cidades da Cisjordânia nesta quinta-feira em resposta à morte de três civis israelenses por militantes palestinos nesta semana e alertas de que novos ataques estariam em fase de planejamento. Também nesta quinta-feira, um líder miliciano palestino procurado por Israel foi morto em uma troca de tiros com soldados israelenses, informou o Exército judeu. Os soldados israelenses assassinaram Khamis Abdullah, de 42 anos. Ele era chefe da milícia ligada ao movimento político Fatah, de Yasser Arafat, no campo de refugiados de Askar, em Nablus, na Cisjordânia. Funcionários palestinos disseram que Abdullah foi morto depois de ele e membros de sua milícia terem participado de uma troca de tiros com tanques israelenses nos arredores de Nablus. Fontes israelenses disseram que Abdullah foi morto por comandos do Exército judeu. Nas proximidades da Faixa de Gaza, um tanque israelense lançou uma bomba e abriu fogo com metralhadoras contra três palestinos que tentavam atravessar uma cerca de separa Israel de Gaza, informou o Exército. Acredita-se que uma pessoa tenha sido atingida, segundo militares israelenses. Na cidade cisjordaniana de Ramallah, uma facção radical da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) protestou contra a detenção de seu líder e ameaçou atacar oficiais de segurança palestinos se mais prisões forem feitas. "Nós os pegaremos (os oficiais de segurança), independente de quantos guarda-costas os estiverem protegendo", garantiu em um panfleto o braço militar da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP). A violência e os novos bloqueios impostos por Israel representam uma deterioração ainda maior de uma trégua informal e da amenização dos bloqueios que se seguiram a um discurso proferido pelo líder palestino Yasser Arafat em 16 de dezembro, no qual ele pedia o fim dos ataques contra alvos israelenses. O gabinete de segurança de Israel esteve reunido até as 3h da manhã desta qiunta-feira e aprovou uma decisão do ministro da Defesa, Binyamin Ben-Eliezer, para fechar as cidades de Qalqilya Jenin, Tulkarem e Nablus, todas na Cisjordânia. Palestinos disseram que Israel também fechou o acesso a Belém, proibindo a entrada e a saída dos palestinos. O Exército insistiu que o acesso a Belém estava aberto. De tempos em tempos, desde o início da atual intifada, em 28 de setembro de 2000, Israel impôs restrições de viagens aos palestinos. O Estado judeu alega que a medida é necessária para manter extremistas islâmicos fora de Israel.

Agencia Estado,

17 Janeiro 2002 | 17h37

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