Israelense ameaça endurecer com palestinos

O Partido Trabalhista escolheu nesta sexta-feirapara ser o próximo ministro da Defesa de Israel um ex-general obcecado por segurança, que advertiu os palestinos de que irá implementar novas e duras regras e não permitirá que prossigam os ataques contra israelenses. A escolha do partido, Binyamin Ben-Eliezer, de 65 anos, irá servir ao governo do primeiro-ministro linha dura eleito, Ariel Sharon, junto com Salah Tarif, um parlamentar trabalhista que se torna o primeiro árabe a ser nomeado para o gabinete israelense. Na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, três palestinos foram mortos nesta sexta-feira. Um garoto de nove anos foi assassinado por soldados israelenses durante tiroteio nas proximidades de sua casa; um homem de 40 anos, descrito como mentalmente incapaz, foi morto por soldados que disseram tê-lo visto plantar uma bomba; e um menino de 13 anos, em consequência de ferimentos sofridos no início da semana, quando jogava pedras contra soldados israelenses. Nove palestinos foram feridos a tiros em confrontos com tropas israelenses. Um alto assessor do líder palestino Yasser Arafat acusou tropas israelenses de intensificar ataques contra palestinos. "O novo governo israelense deveria restringir as ações do Exército israelense a fim de abrir caminho para conversações de paz", disse. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Martin Indyk, afirmou que a situação poderia se deteriorar ainda mais. "Já podemos ver o efeito bumerangue da violência e do terror", disse Indyk a uma audiência de empresários israelenses. "A economia palestina está à beira do colapso, a Autoridade Palestina começa a se desintegrar", afirmou ele. "Um estado de semi-anarquia e um regime de gangues está tomando a Cisjordânia e Gaza. Se o caos espalhar-se pelos territórios, aumenta a possibilidade da escalada da violência, provocando respostas mais duras dos israelenses..."

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