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Israelense é morto na Cisjordânia

Um motorista israelense foi baleado e morto, hoje, em uma rodovia da Cisjordânia, no mesmo momento em que ocorria um tiroteio entre pistoleiros palestinos e soldados israelenses na cidade bíblica de Belém, situada nas proximidades. O motorista israelense de 35 anos foi atingido por tiros numa rodovia logo ao sul de Jerusalém, onde são freqüentes os ataques de atiradores palestinos, informou o Exército de Israel. O primeiro-ministro Ehud Barak condenou o assassinato e disse ter instruído as forças de segurança para procurar pelos criminosos e garantir que "eles terão a punição que merecem".Ariel Sharon, eleito para o cargo de primeiro-ministro na última terça-feira, ameaçou ser duro contra a violência dirigida contra os israelenses. Mas ele ainda precisa formar uma coalizão de governo e assumir o cargo. Barak escreveu neste domingo uma carta endereçada ao embaixador dos Estados Unidos em Israel, Martin Indyk. Na mensagem, ele diz já ter informado ao líder palestino Yasser Arafat e a outros líderes árabes sobre sua posição. "Não existirá acordo enquanto todos os pontos não forem negociados", escreveu Barak, resumindo a posição oficial do governo israelense.Sharon já deixou claro sua contrariedade às ofertas feitas por Barak aos palestinos, que consistiam na devolução de 95% do território da Cisjordânia e de toda a Faixa de Gaza. Sharon disse que procuraria obter um acordo provisório de longo prazo com os palestinos, e não um acordo definitivo. Sharon também afirmou a Arafat que a violência deve acabar antes de as negociações de paz serem retomadas.Ainda neste domingo, a missão de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) começou a trabalhar em Gaza. A comissão reuniu-se com o chefe palestino de segurança pública, Abdel Razak Majaida, e com o ministro palestino da Justiça, Freih Abu Meddein. Israel informou que não pretende cooperar com a missão, classificando seu mandato como preconceituoso e inaceitável e afirmando que as descobertas estão pré-determinadas. Mais de 380 pessoas já morreram desde o início da atual onda de violência, em 28 de setembro de 2000, sendo a vasta maioria formada por palestinos.

Agencia Estado,

11 de fevereiro de 2001 | 20h03

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