Israelense era a estrela da missão

A presença do coronel da Força Aérea israelense Ilan Ramon, de 48 anos, em Cabo Canaveral exigiu da Nasa um rigoroso esquema de segurança. A agência temia que a missão do Columbia fosse objeto de um ataque terrorista.Nascido em 20 de junho de 1954, em Tel Aviv, Ilan Ramon era casado e tinha quatro filhos. Apesar de não ser um judeu praticante, Ramon decidiu seguir, em órbita, tradições religiosas: comida kosher ( inspecionada pelo rabinato) e observar o shabat, o dia do descanso da semana judaica. "Não sou religioso, mas, como primeiro astronauta israelense, sinto que tenho a responsabilidade de representar todo o povo judeu. Por isso, pedi comida casher", disse Ramon ao jornal Maariv.O astronauta havia se preparado para o vôo desde 1998 no Centro de Treinamento da Nasa, em Houston, Texas. O ineditismo da missão de Ramon fez Israel parar por instantes no dia 16, data do lançamento do Columbia. Nas escolas, cafés e shoppings foram instaladas televisões para todos assistirem à decolagem. "Para as futuras gerações, isso representa o que queremos promover: a participação e a ajuda a toda humanidade", disse, na ocasião, o embaixador de Israel nos EUA, Daniel Ayalon.Durante a missão o astronauta se concentrou em captar imagens de tempestades no deserto e poluição atmosférica. Na semana passada, Ramon conversou ao vivo pela TV com o primeiro-ministro Ariel Sharon.VEJA O ESPECIAL

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