Israelense intermediou negociações

Um dos principais nomes do tráfico de órgãos em Kosovo é um israelense de ascendência turca: Moshe Harel, procurado pela Interpol, acusado de intermediar o contato entre potenciais doadores recrutados na Turquia e transplantados, a maioria com alguma ligações com Israel.

THE GUARDIAN, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2010 | 00h00

O mercado israelense de órgãos, como fígados, por exemplo, é bastante conhecido e a maior parte do tráfico internacional envolve pacientes israelenses que realizam o chamado "turismo de transplantes".

Até recentemente, segundo especialistas, os cidadãos israelenses podiam pedir reembolso dos seguros de saúde quando realizavam transplantes no exterior. O governo israelense, no entanto, encerrou essa prática após fortes pressões internacionais.

O nível de doação de órgãos em Israel é baixo por causa de preocupações da comunidade ortodoxa com o corpo após a morte. Apenas 10% dos adultos israelenses são doadores de órgãos, um númeo baixo em comparação aos 30% registrados na maioria dos países ocidentais.

Bancos suíços. O jornal sérvio Blitz, de Belgrado, citando promotores familiarizados com o caso na Sérvia, afirmou que investigadores conseguiram rastrear parte do dinheiro da máfia do tráfico de órgãos, que estaria depositado em bancos da Suíça, Alemanha e Albânia.

Ontem, a ex-procuradora do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, Carla del Ponte, elogiou o relatório de Dick Marty. Em 2008, ela abordou o tráfico de órgãos no livro The Hunt, que trazia várias evidências do envolvimento kosovar no caso."Marty confirma e amplia o que eu disse há dois anos", disse Carla ao jornal suíço Tages-Anzeiger.

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