REUTERS/Yossi Zeliger
REUTERS/Yossi Zeliger

Israelense morre esfaqueado por palestino na Cisjordânia

Vítima, identificada como Itamar Ben Gal, de 40 anos, pai de quatro filhos e morador da colônia de Har Bracha, foi atingida perto de ponto de ônibus na entrada da colônia Ariel; Hamas saudou o ataque como prova de que 'Intifada de Jerusalém continua'

O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2018 | 16h31

JERUSALÉM - Um israelense morreu esfaqueado por um palestino nesta segunda-feira, 5, perto de uma colônia da Cisjordânia, uma ocorrência classificada pela polícia como "ato terrorista".

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As imagens de câmeras de segurança publicadas na internet mostram o agressor se aproximando da vítima, que esperava em um ponto de ônibus na entrada da colônia Ariel. Ele então esfaqueia a parte superior do israelense e o persegue do outro lado da estrada.

Um soldado israelense que estava no local perseguiu o agressor, o atingiu com seu veículo, mas ele acabou fugindo, segundo informou o Exército. As forças israelenses isolaram a região, de acordo com testemunhas.

A vítima foi identificada como Itamar Ben Gal, de 40 anos, pai de quatro filhos e morador da colônia de Har Bracha, perto de Nablus, na zona oeste da Cisjordânia ocupada.

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Foi o segundo colono assassinado em menos de um mês na região, depois do rabino Raziel Sheva, morto a tiros no dia 9 de janeiro enquanto dirigia perto do assentamento de Havat Gilad, onde morava.

Mais de 600 mil colonos israelenses vivem uma coexistência frequentemente conflituosa com quase três milhões de palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

As tensões foram reavivadas com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de dezembro, sobre o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel. Vinte palestinos e dois israelenses morreram em meio a violência desatada desde então.

O movimento islâmico do Hamas, grande inimigo de Israel, saudou o ataque desta segunda-feira como prova de que "a Intifada de Jerusalém continua". Ariel é uma das maiores colônias israelenses na Cisjordânia ocupada.

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Em resposta ao assassinato do rabino Raziel Sheva, o governo israelense anunciou no domingo sua intenção de regularizar o assentamento de Havat Gilad, estabelecido sem autorização do governo. Essa regularização será a primeira em muitos anos.

Israel distingue as colônias que aprovou e as outras, chamadas "selvagens". Toda a colonização é ilegal de acordo com o direito internacional. / AFP

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