Israelenses apóiam retirada de assentamentos

Com Israel sob forte pressão internacional para interromper as construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia, uma pesquisa publicada nesta quarta-feira mostrou que o povo israelense está profundamente dividido sobre o futuro dos enclaves. Os nove meses de conflito entre israelenses e palestinos reduziu drasticamente o otimismo da população com relação à possibilidade de paz e levantou questões sobre os assentamentos, revelou uma sondagem periódica conduzida pelo Centro Steinmetz da Universidade de Tel Aviv. Na última pesquisa, os israelenses indicaram apoio aos colonos, mas também mostraram-se favoráveis à remoção de assentamentos como parte de um acordo de paz ou à criação de um plano unilateral para separar Israel dos territórios palestinos. A pesquisa mostrou que 52% dos entrevistados mostraram-se a favor do esvaziamento de algumas colônias judaicas, à força se necessário, se um acordo de paz for impossível e Israel estiver caminhando rumo a um plano unilateral de separação. A pesquisa não informou quantas pessoas foram contrárias a isso. No entanto, 58% acreditam que os assentamentos contribuem positivamente para o interesse nacional israelense, enquanto 33% defendem que eles enfraquecem o país. A divisão fica mais clara quando vem à tona a hipótese de acordo permanente de paz. De acordo com a sondagem, 52% dos entrevistados são contrários ao esvaziamento de todos os assentamentos, mesmo se o assunto for o último obstáculo para um tratado de paz com os palestinos, mas 40% são a favor ao desmantelamento dos enclaves. Israelenses com pontos de vista nacionalistas - tradicionalmente a metade da população - se opõem à remoção de qualquer assentamento. Até mesmo israelenses pacifistas defendem a manutenção de algumas colônias em um eventual acordo de paz. Cerca de 200.000 israelenses vivem em 150 assentamentos judaicos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Os maiores assentamentos situam-se nas proximidades das grandes cidades israelenses. Os menores ficam perto de cidades palestinas. A pesquisa foi conduzida entre os dias 26 e 27 de junho. Foram ouvidos 575 israelenses. A margem de erro é de 4,5 pontos porcentuais.

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