Israelenses e palestinos discutem sobre contrabando de armas

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) prometeu nesta terça-feira interrogar funcionários do governo acusados por Israel de tentarem contrabandear armas iranianas, enquanto o gabinete de ministros israelense criticava os EUA por seu silêncio a respeito do caso. Israel acusou o líder palestino Yasser Arafat de estar diretamente envolvido no carregamento de armas apreendido no Mar Vermelho na semana passada. Segundo Israel, a ampla operação, envolvendo uma tentativa de contrabandear o equivalente a milhões de dólares em foguetes e mísseis antitanque, não poderia ser efetuada sem a aprovação de Arafat. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que se os palestinos tivessem obtido as armas, teriam colocado Israel "numa situação impossível em que todo o país seria refém de Yasser Arafat". Os armamentos incluíam foguetes que poderiam atingir cidades israelenses partindo de áreas palestinas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Sharon disse que as conversações sobre segurança entre israelenses e palestinos poderiam continuar, mas se opôs a uma retomada das negociações de paz rompidas um ano atrás. A Autoridade Palestina confirmou que o capitão do navio que carregava armas é um oficial de sua unidade naval, mas negou ligações com o carregamento. "A Autoridade Palestina não está interessada e não deseja de forma alguma uma escalada nesta situação", disse o ministro de Informação palestino, Yasser Abed Rabbo, em entrevista à imprensa. "Não é uma opção palestina a confrontação militar entre os dois lados", disse. Segundo Abed Rabbo, os acusados de envolvimento no caso serão interrogados por uma comissão de quatro altos oficiais de segurança. O capitão da nave disse ter recebido instruções de Adel Awadallah, também conhecido com Adel Mughrabi, e identificado por Israel como o maior comprador de armas da ANP. O Departamento de Estado dos EUA disse na segunda-feira que Washington havia adotado uma conduta de baixo perfil, para não encorajar uma retaliação israelense contra os palestinos e para evitar um confronto diplomático com o Irã.

Agencia Estado,

08 Janeiro 2002 | 13h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.