Israelenses e palestinos inauguram centro da paz

Enquanto pacifistas israelenses e palestinos celebravam hoje a abertura de um centro da paz, árabes e judeus travavam uma dura guerra verbal na rua abaixo - um sinal de que a hostilidade continua sólida como as muralhas de Cidade Velha de Jerusalém. Políticos e centenas de pacifistas reuniram-se num hotel dentro das muralhas de pedra circundando a antiga Jerusalém e assinaram uma declaração pedindo o fim de 15 meses de derramamento de sangue e a retomada das negociações de paz. Organizadores disseram que o "Centro de Diálogo e Atividades Comuns" no Novo Hotel Imperial servirá de local para encontros, atividades de coexistência juvenil e organização de manifestações. Eles esperam também oferecer um fórum para a geração de idéias sobre como superar os ódios na região. Existem muitos obstáculos: "Um é o terrorismo, que pode aparecer a qualquer momento. Outro é domínio dos opositores" tentando bloquear a retomada das negociações de paz, afirmou Janet Aviad, do grupo israelense Paz Agora.Tal encontro entre pacifistas israelenses e palestinos tem sido raro desde que as negociações foram suspensas no final de 2000 e o início da intifada palestina. O líder oposicionista pacifista israelense Yossi Sarid disse que o centro de paz é um sinal de esperança. "Pessoas dos dois lados estão duvidando de que tenham parceiros", afirmou Sarid. "Esta é a prova de que os dois lados têm parceiros para a paz". Os pacifistas assinaram uma "Declaração de Paz" pedindo negociações baseadas no princípio de que Jerusalém deve servir de capital tanto para Israel quanto para um futuro Estado palestino, que assentamentos judaicos serão removidos da Cisjordânia e Faixa de Gaza, e que a questão dos refugiados palestinos será resolvida com justiça.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.