Jacquelyn Martin/Pool/Reuters
Jacquelyn Martin/Pool/Reuters

Israelenses e palestinos têm de fazer concessões, diz Kerry

Secretário de Estado dos EUA visita a Argélia para conversas estratégicas de segurança

O Estado de S. Paulo,

03 de abril de 2014 | 10h53

ALGIERS - Frustrado por ações de israelenses e palestinos que complicaram seu esforço para a negociação de paz no Oriente Médio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, exortou nesta quinta-feira, 3, líderes de ambos os lados a "liderar" e evitar um rompimento das discussões.

Em visita à Argélia para conversas estratégicas de segurança depois de ter viajado para o Oriente Médio duas vezes nos últimos 10 dias para resgatar o processo de paz, Kerry disse que há limites para o que o governo Obama pode fazer para juntar as duas partes. Ele prometeu dar continuidade aos seus esforços "aconteça o que acontecer", mas salientou que não forçaria o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, a prosseguir nas discussões, quanto mais a resolver o conflito.

"Você pode facilitar, você pode pressionar, você pode dar um empurrão, mas as próprias partes têm de tomar decisões fundamentais e fazer concessões", disse Kerry. "Os líderes precisam liderar, e eles têm de ser capazes de enxergar o momento quando ele chega." Ele recordou o velho ditado norte-americano que diz que é possível levar um cavalo até a água, mas não forçá-lo a bebê-la. "Agora é a hora de beber", salientou Kerry. "Os líderes precisam ter consciência disso." Mais tarde, ele disse a repórteres que planejava conversar tanto com Netanyahu como com Abbas na tarde de hoje.

O secretário se encontrou com Netanyahu em Israel na segunda-feira e com Abbas na Jordânia na semana passada, mas cancelou uma viagem para a região na quarta-feira depois de os palestinos afirmarem que buscariam maior reconhecimento dentro das Nações Unidas (ONU). Abbas anunciou a medida depois que Israel se recusou a libertar um grupo de prisioneiros palestinos como havia sido previamente acordado. As duas ações contrariam o acerto alcançado por ambos os lados no ano passado para negociar um acordo até o fim de abril.

Kerry disse nesta terça que houve progresso na resolução de "algumas das questões que surgiram como resultado dos eventos dos últimos dias. Mas ainda há uma lacuna e essa lacuna terá de ser fechada nos próximos dias", apontou. / AP

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