Israelenses e palestinos tentam cessar-fogo em meio a mais mortes

As conversações de alto nível entre israelenses e palestinos sobre um cessar-fogo no Oriente Médio foram retomadas nesta quinta-feira, apesar dos sangrentos episódios na Faixa de Gaza que deixaram oito palestinos e três israelenses mortos. Outro ataque, porém, colocou em dúvida o futuro da trégua. O ministro do Exterior de Israel, Shimon Peres, encontrou-se num local não revelado de Jerusalém com o presidente do Parlamento palestino, Ahmed Qureia, e o ministro palestino Saeb Erekat, segundo autoridades dos dois lados. Mas minutos depois do término da reunião, um suposto militante palestino vestindo um uniforme do Exército israelense abriu fogo na estação central de ônibus de Afula, uma pequena cidade do norte de Israel, matando três israelenses e ferindo outros 14, antes de ser morto, informou a polícia. Afula fica logo na linha divisória entre Israel e a Cisjordânia, nas proximidades da cidade palestina de Jenin. Afula tem sido alvo de diversos ataques de militantes palestinos. Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque. Nas conversações sobre o cessar-fogo, autoridades israelenses e palestinas se acusaram mutuamente de não executar a última trégua, declarada na semana passada. Erekat disse que o encontro foi "difícil", acrescentando: "Até agora, Israel não implementou nada". Israel havia prometido retirar tanques e tropas de cidades palestinas e remover bloqueios de estradas. Uma autoridade israelense, que pediu para não ser identificada, afirmou que Peres disse aos palestinos que o teste do cessar-fogo seria verificado com os resultados em campo. Israel tem reclamado que os palestinos promoveram dezenas de ataques a tiros desde que a trégua foi anunciada em 26 de setembro. Desde que a atual onda de violência teve início em 28 de setembro do ano passado, já foram mortas 664 pessoas no lado palestino e 182 no lado israelense.

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