Israelenses matam 3 palestinos e ferem 30 em Ramallah

Pelo menos três palestinos morreram e outros 30 ficaram feridos nos violentos confrontos com o Exército israelense na praça Mana, no centro da cidade cisjordaniana de Ramallah, nesta quarta-feira, segundo fontes locais.Os confrontos começaram quando soldados da unidade de elite "Guinda", que operam disfarçados de árabes, foram descobertos perto de uma casa onde efetivos do Exército regular capturaram Mohammed Shobaki, militante da organização Jihad Islâmica. O militante islâmico é chefe da Jihad na cidade cisjordaniana de Kalkilia.A captura se transformou em uma batalha campal, com armas de fogo, bombas incendiárias e pedradas. Um soldado israelense ficou ferido.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, estava em sua sede de Ramallah quando 17 veículos do Exército israelense entraram na cidade para capturar Shobaki.O porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeine, declarou na sede da Presidência que a operação "prova que Israel quer destruir a calma e levar o diálogo entre as facções da resistência ao fracasso". Em uma operação similar, soldados israelenses detiveram na terça-feira Ibrahim Hamad, chefe das Brigadas de Izz al-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, na Cisjordânia. Israel acusa Hamad de planejar e ordenar ataques suicidas nos quais 78 civis e soldados morreram.Escalada da violência Um chefe de segurança da faixa de Gaza, leal ao presidente Abbas, foi morto nesta quarta-feira em uma explosão em seu carro, no segundo ataque contra um alto comandante em menos de uma semana. O atentado acontece em um momento de crescente disputa de poder entre as forças leais ao presidente Abbas e milicianos do Hamas.O comandante, Nabil Hodhod, das forças de segurança ligadas à Fatah, morreu quando uma explosão atingiu seu veículo no centro da Cidade de Gaza, próximo ao hospital Shifa. O porta-voz do governo do Hamas, Ghazi Hamad, disse que a explosão foi um acidente. Ainda nesta quarta-feira houve novos confrontos entre supostos milicianos do movimento opositor Fatah e membros da Força de Assistência, criada pelo Governo do primeiro-ministro de Ismail Haniye, do Hamas, contra a vontade do presidente Abbas, que a qualificou de "ilegal".Na Faixa de Gaza, homens mascarados seqüestraram três militantes do Hamas do lado de fora de uma mesquita na quarta-feira, assassinaram os três e jogaram seus corpos em um posto de gasolina, na cidade de Khan Yunes.O Hamas culpou a Fatah pelos assassinatos. Segundo eles, os seqüestradores eram membros do Serviço de Segurança Preventiva, um braço de segurança aliado à Abbas. Fontes da nova força do Hamas seqüestraram hoje, em aparente represália, um ativista do Fatah, e feriram um dos irmãos do refém. Os dois são moradores do campo de refugiados de Jebalia, no norte de Gaza.O presidente Abbas, líder do Fatah, e o primeiro-ministro Haniyeh devem iniciar na quinta-feira um "diálogo nacional" para pôr fim aos choques entre suas respectivas organizações armadas.

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