Israelenses matam ativista da OLP

Em meio a um dos mais intensos tiroteios das últimas semanas, as tropas israelenses invadiram neste domingo a localidade de Beit Jalla, na Cisjordânia - área controlada pela Autoridade Palestina.Um ativista da Fatah, a facção da Organização de Libertação da Palestina (OLP) liderada por Yasser Arafat, foi morto ao ser atingido por um projétil disparado de um tanque, e pelo menos 20 palestinos ficaram feridos.Foi a primeira vez que o Exército israelense, que há três semanas tinha invadido outra área da AP na Faixa de Gaza, atacou uma região palestina na Cisjordânia. De acordo com as autoridades de Israel, a ofensiva em Beit Jalla tornou-se necessária porque seus postos de vigilância perto da fronteira vinham sendo atacados por franco-atiradores palestinos.Esses postos israelenses se encarregam da segurança de uma rodovia que liga os assentamentos judaicos da Cisjordânia a Israel. A ofensiva de Israel visava a forçar os franco-atiradores a recuar de suas posições. "Em princípio, autorizaremos qualquer entrada na Zona A (sob controle total da AP) sempre que isso for necessário para garantir nossa segurança", declarou o ministro da Defesa de Israel, Binyamin Ben-Eliezer."Temos de deixar muito claro que, com base nos acordos de autonomia, os israelenses não têm autorização para entrar na Zona A", disse, por seu lado, o enviado da União Européia para o Oriente Médio, Miguel Angel Moratinos, que acrescentou ter constatado a retirada das tropas israelenses da área poucas horas depois da incursão. O ativista palestino morto na ofensiva foi identificado como Muhammed Abbayat, de 48 anos. Entre os feridos em estado mais grave estão um garoto de 5 anos e uma menina de 11. Pouco antes do ataque em Beit Jalla, duas pessoas ficaram feridas na explosão de uma bomba em Tel-Aviv. O explosivo foi posto num cesto de lixo próximo de um ponto de ônibus. Em reação ao relatório de uma comissão internacional liderada pelo ex-senador americano George Mitchell, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, declarou que a sugestão de congelar a construção de novas colônias judaicas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia é inaceitável e reiterou que seu governo promoverá a ampliação de alguns desses assentamentos.Segundo o relatório, divulgado na sexta-feira, o fim dos sete meses de hostilidade entre israelenses e palestinos será improvável antes da detenção das construções.

Agencia Estado,

06 de maio de 2001 | 16h33

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