MENAHEM KAHANA/AFP
MENAHEM KAHANA/AFP

Israelenses optaram pelo racismo e ocupação, diz OLP

Organização palestina critica resultado da eleição parlamentar em Israel após vitória do Likud, partido do premiê Netanyahu

O Estado de S. Paulo

18 Março 2015 | 08h56

RAMALLAH - A direção da Organização para Libertação da Palestina (OLP) afirmou nesta quarta-feira, 18, que os israelenses escolheram o "caminho do racismo e da ocupação" em vez da negociação, depois da vitória do Likud, partido atual primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, na eleições parlamentares de terça-feira.

"Escolheram o caminho do racismo, da ocupação e da colonização em vez de optarem pelas negociações", afirmou Yaser Abed Rabo, secretário-geral da OLP.

De acordo com a apuração de 99,5% das urnas, o Likud deve obter entre 5 e 6 cadeiras a mais na Knesset - o Parlamento israelense - do que a União Sionista, de Isaac Herzog - principal adversário de Netanyahu.

"Estamos diante de uma sociedade israelense que padece de racismo e de uma política de ocupação e construção de colônias. Teremos pela frene um caminho longo e difícil de luta contra Israel", completou Abed Rabo. "Teremos que ampliar nossos esforços para interromper a coordenação sobre questões de segurança (com Israel) e ir ao Tribunal Penal Internacional - em Haia, na Holanda - contra as colônias e os crimes de Israel em sua guerra contra Gaza."

A relação entre Israel e a Autoridade Palestina se deterioraram desde abril quando conversas de paz intermediadas pelos Estados Unidos terminaram sem nenhum resultado. Uma série de episódios de violência e atentados em Jerusalém, além de uma guerra de julho a agosto entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza também contribuíram para o agravamento da situação. 

Teerã. De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr, uma porta-voz do ministério das Relações Exteriores afirmou nesta quarta-feira que o resultado da eleição parlamentar de Israel é indiferente. 

"Para nós, não existe diferença entre os partidos políticos do regime sionista. Eles são todos agressores por natureza", disse Marizeh Afkham  em uma entrevista na capital iraniana. / AFP e REUTERS

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