Israelenses se negam a suspender assentamentos

Primeiro-ministro israelense afirma que colonos terão que sair de algumas áreas da Cisjordânia

Agência Estado,

03 de dezembro de 2009 | 18h29

Colonos israelenses na Cisjordânia rejeitaram um apelo pessoal do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para o congelamento das construções nos seus assentamentos. Os colonos também prometeram resistir às forças de segurança enviadas para cumprir a ordem. Netanyahu teve uma reunião de duas horas com líderes dos colonos, numa tentativa de reduzir as tensões.  

 

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O líder dos colonos, Dani Dayan, chamou o encontro em Tel-Aviv de "difícil". Falando à Rádio de Israel, ele disse que os colonos continuarão a luta contra a suspensão das construções, tanto através da desobediência civil quanto de ações nos tribunais. Os colonos dos assentamentos marcaram uma enorme passeata de protesto para ocorrer na próxima semana em Jerusalém.

Durante a reunião, Netanyahu disse respeitar o direito dos colonos protestarem, mas afirmou que eles precisam respeitar a lei. "Vocês têm o direito de se manifestar e de protestar, mas é inaceitável que não respeitem a decisão que foi tomada pela lei", disse Netanyahu, de acordo com comunicado liberado pelo escritório do premiê.

Um funcionário do governo israelense disse que 25 líderes de assentamentos compareceram à reunião. Segundo o funcionário, os líderes dos colonos entregaram a Netanyahu uma petição com 30 pontos, para que a proibição às construções seja relaxada. Netanyahu recebeu o documento mas não se comprometeu a aceitar os pedidos. Na semana passada, ele anunciou um congelamento de dez meses nas construções nos assentamentos na Cisjordânia.

Na Cisjordânia, colonos judeus impediram que inspetores entrassem num assentamento em busca de construções não autorizadas, no terceiro dia de confrontos. Não houve violência, mas as autoridades prenderam quatro pessoas.

Os palestinos se recusam a retomar negociações de paz com Israel até que o governo suspenda todas as construções na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Segundo eles, a ordem de Netanyahu é insuficiente porque não incluiu as construções em Jerusalém Oriental e de 3 mil residências na Cisjordânia.

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