Israelenses vendem armas roubadas para Autoridade Palestina

Uma rede de soldados e civis israelenses está roubando metralhadoras do Exército e vendendo-as para a Autoridade Palestina, de acordo com reportagem transmitida nesta quarta-feira pelo Canal Dois da televisão israelense.A reportagem afirmou que oito metralhadoras M60 foram roubadas no mês passado de bases do Exército no norte e no centro de Israel, para atender a encomendas feitas pela Autoridade Palestina por meio de intermediários palestinos e israelenses. Tanto o Exército israelense como as autoridades palestinas não fizeram nenhum comentário sobre as acusações.Se por um lado não é novidade que soldados israelenses vendam armas e munição roubadas para criminosos judeus e árabes, fornecer esse tipo de equipamento para as forças de Yasser Arafat, que o governo de Israel afirma estarem envolvidas em terrorismo, deve provocar escândalo na sociedade israelense.Em julho de 2002, seis israelenses - quatro deles soldados do Exército regular e um quinto, um major da reserva - foram acusados de traidores quando foram presos sob suspeita de vender munição para militantes palestinos, que podem ter usado as balas em ataques terroristas.O julgamento deles ainda não começou, mas especialistas em assuntos legais acreditam que eles devam ser acusados de traição além das acusações sobre o suposto roubo. Isto significa que eles podem ser condenados à pena de morte, embora este tipo de pena seja raramente aplicado e nunca levado a cabo em casos desse tipo.Grandes Acontecimentos InternacionaisESPECIAL ORIENTE MÉDIO

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