REUTERS/Jennifer Lorenzini
REUTERS/Jennifer Lorenzini

Em reabertura, Itália recruta 60 mil voluntários para controlar aglomerações

País vem acelerando processo de reabertura nas últimas semanas, com retorno de lojas e de restaurantes para atividade física; próximo passo é reativação do turismo

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2020 | 09h00
Atualizado 25 de maio de 2020 | 09h33

ROMA - A Itália começará nesta semana um recrutamento de 60 mil voluntários para monitorar a conformidade de suas medidas de segurança nesta "fase 2", na qual o país retorna gradualmente ao normal e multidões foram vistas em áreas de lazer em várias cidades. Ao mesmo tempo, o país decretou a reabertura de piscinas, ginásios e academias. A permissão de frequentar os equipamentos esportivos é parte do plano de desconfinamento elaborado pelo país, iniciado há três semanas, e que inaugura uma nova etapa.

Os voluntários serão responsáveis ​​por informar as pessoas que não respeitam a distância física, segundo o Ministério de Assuntos Regionais. Caso haja resistência violenta ao tentar dispersar uma aglomeração, eles devem ligar para polícias locais. 

Eles usarão distintivo da Proteção Civil, trabalharão 16 horas por semana, passarão a atuar no meio de junho e durante todo o verão. A decisão ocorreu após a indignação desencadeada na Itália no fim de semana por cenas de multidão de jovens festejando sem respeitar as medidas de segurança necessárias para evitar o contágio do coronavírus. A cena foi vista, por exemplo, em Trastevere, bairro boêmio de Roma, e na avenida beira-mar de Nápoles, no sul. 

Uma semana após a reabertura de bares e restaurantes, os quase dez milhões de italianos que frequentam espaços dedicados à prática de esportes poderão voltar a fazê-lo, desde que por meio de reservas antecipadas.

Apenas duas regiões adiaram a reabertura: a Lombardia, para 31 de maio, e Basilicata, para 3 de junho. A máscara não será obrigatória durante os exercícios, mas muitos locais exigirão seu uso desde a entrada até o vestiário. 

Nas piscinas públicas e nos parques aquáticos, deve-se manter uma distância de 7m² entre as pessoas na água e um metro e meio entre as espreguiçadeiras.

Tanto nas academias quanto nas piscinas, é possível verificar a temperatura das pessoas e proibir a entrada de quem estiver com 37,5°C ou mais. A medida, contudo, não é obrigatória.

Os responsáveis pelas instalações também devem manter a lista de visitantes por um período de 14 dias, o tempo de incubação do novo coronavírus, para isolar um caso positivo das pessoas com quem tenham estado em contato.

Um dos países mais afetados pela covid-19, com mais de 32 mil mortes em três meses, a Itália acelerou a saída do confinamento na semana passada, com a reabertura de lojas, bares e restaurantes.

A partir de 3 de junho, o governo planeja suspender as restrições às viagens entre regiões e reabrir as fronteiras aos viajantes europeus para permitir a retomada do turismo. O setor é crucial para a economia italiana./ AFP

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