Riccardo Antimiani/EFE
Riccardo Antimiani/EFE

Itália amplia confinamento até 3 de maio, mas abrirá alguns estabelecimentos

Trata-se do primeiro relaxamento nas restrições às empresas no país desde o início da pandemia, em fevereiro

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2020 | 15h50

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, adiou nesta sexta-feira, 10, as medidas de confinamento da população do próximo dia 13 para 3 de maio, como medida para tentar evitar a expansão do novo coronavírus pelo país, mas permitirá a abertura de alguns estabelecimentos comerciais.

"É uma decisão difícil e necessária, pela qual assumo total responsabilidade", anunciou o político em ponunciamento à nação.

A partir da próxima terça-feira, livrarias, papelarias, lojas de artigos infantis, entre outros estabelecimentos, poderão reabrir as portas, desde que respeitem medidas de higiene e distanciamento físico. 

O primeiro-ministro também cogita autorizar a reabertura de outros setores antes de 3 de maio, "caso haja condições". Segundo Conte, os esforços feitos até o momento "não podem ser em vão".

"Se cedermos agora, correremos o risco de recomeçar do zero", alertou. O desejo do primeiro-ministro é iniciar uma reabertura "cautelosa e gradual" depois de 3 de maio. 

Esse é o primeiro relaxamento nas restrições às empresas na Itália desde o início da pandemia.

Desde que o primeiro caso de infecção comunitária foi detectado na Itália, em 21 de fevereiro, o país contabilizou 147.577 casos de contágio do coronavírus, dos quais 18.849 resultaram em mortes. Mas os números vêm desacelerando há algumas semanas em função das medidas de isolamento.    

 

As regras da quarentena na Itália impedem que as pessoas saiam de casa se não for por motivos de trabalho, saúde ou urgentes. Além disso, o governo fechou atividades produtivas e comerciais não-estratégicas no fim de março. 

O governo também instituiu uma força-tarefa de especialistas para programar o percurso de retomada das atividades econômicas, que será presidido pelo executivo Vittorio Colao, ex-CEO da operadora Vodafone./EFE e ANSA  

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