Itália aprova lei restringindo tratamentos de fertilidade

O Senado italiano aprovou novas regras, mais rígidas, restringindo a aplicação de tratamentos de fertilidade e pondo um fim à reputação da Itália de ser o ?Oeste Selvagem? da procriação artificial. A lei proíbe a doação de óvulos, esperma e o uso de mães de aluguel. Os tratamentos de fertilidade ficam restritos a casais heterossexuais estáveis e em idade reprodutiva, excluindo assim gays, solteiros e mulheres idosas.A lei proíbe ainda o congelamento de embriões para uso posterior ou para experiências genéticas e clonagem. Entre outras medidas, o regulamento determina que no máximo três embriões poderão ser criados de cada vez, e todos devem ser implantados em um útero. A desobediência pode acarretar multas de até ? 1 milhão, além de cadeia.A lei foi duramente atacada pela oposição de centro-esquerda, por mulheres parlamentares e pelo maior grupo de direitos dos gays da Itália. A ausência de leis sobre o tema fez a Itália ser apelidada de ?Oeste Selvagem da reprodução?, com casais, incluindo mulheres na casa dos 60 anos, acorrendo ao país para tirar vantagem da situação.

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