EFE/EPA/PAOLO SALMOIRAGO
EFE/EPA/PAOLO SALMOIRAGO

Itália aumenta medidas restritivas após alta nos casos de covid-19

Com novas variantes, país europeu vê avanços no casos enquanto tenta acelerar vacinação e conter novos surtos

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2021 | 11h59
Atualizado 12 de março de 2021 | 13h28

ROMA - A Itália aprovou nesta sexta-feira, 12, novas restrições de circulação de pessoas para a maior parte do país, com as regiões mais populosas enfrentando um bloqueio à medida que a pandemia de coronavírus piora. O governo também decidiu impor lockdown durante o feriado da Páscoa em uma tentativa de conter o avanço do vírus. 

O governo do primeiro-ministro Mario Draghi aprovou um decreto que designa automaticamente as regiões como "zonas vermelhas" de alto risco se elas tiverem mais de 250 casos semanais por 100 mil habitantes. Em algumas regiões, como a Lombardia, no norte, as restrições começam segunda, 15, e devem valer até 6 de abril. O ministério da saúde emitirá um comunicado com todos os detalhes na noite de sexta. 

Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu, tenta acelerar a campanha de vacinação para conter a pandemia e reacelerar uma economia que encolheu 8,9% no ano passado. O país registrou 25.673 novos casos quinta-feira, ante 22.409 no dia anterior - os números são os piores nos últimos três meses.

O número de infecções subiu 10% nesta semana, na comparação com a semana passada. Os responsáveis pelo sistema de saúde afirmaram que a situação se deteriorou porque novas variantes do coronavírus, mais agressivas, têm ganhado espaço. Até o momento, 6,1 milhões de doses de vacina foram administradas, com apenas 3% da população totalmente vacinada.

O primeiro-ministro enfrentou objeções de dois partidos em sua coalizão, a Liga, liderada por Matteo Salvini, e a Forza Italia, de Silvio Berlusconi, que pressionam para manter as empresas abertas em pelo menos algumas áreas.

Como funciona

Até 14 das 20 regiões da Itália podem agora ficar sob o nível de controle mais estrito. Bares e restaurantes nessas áreas serão fechados, assim como escolas e muitas lojas. Os cidadãos ficarão quase sempre confinados em suas casas. Nas "áreas laranja", de médio risco, dois adultos podem visitar uma casa particular dentro de seu município uma vez por dia.  / REUTERS, AFP e W. Post. 

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