Itália: Centro-esquerda vence eleição municipal

O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, aproveitou a vitória convincente de sua coalizão de centro-esquerda no segundo turno das eleições municipais de ontem e hoje no país para promover seus esforços para recuperar a estagnada economia italiana.

AE, Agência Estado

10 de junho de 2013 | 17h21

O Partido Democrata venceu em todas as principais cidades onde disputou segundo turno, inclusive em Brescia, cidade do norte da Itália que tradicionalmente elege conservadores. Letta saboreou uma vitória especial em Roma, onde o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi entrou pessoalmente na campanha pela reeleição de seu candidato.

Já o partido conservador de Berlusconi, elemento-chave da tensa coalizão de governo italiana, saiu derrotado em todas as 16 disputas por capitais regionais no domingo e na segunda-feira.

Hoje, depois de as projeções indicarem uma clara vitória da centro-esquerda, Letta comemorou o resultado. "Isso reforça o plano de uma ampla coalizão e leva a mim e a todos nós a trabalharmos cada vez mais", declarou o primeiro-ministro.

Letta disse a jornalistas que aproveitará o momento para abrir caminho para a criação de postos de trabalho e fazer frente ao crescente desemprego no país, especialmente entre a população mais jovem. Letta tem pressionado pelo desenvolvimento de uma estratégia europeia para recuperar a economia do Velho Continente.

Em Roma, o prefeito Gianni Alemanno foi rápido em admitir a derrota para o desafiante Ignazio Marino, de centro-esquerda. O aliado de Letta venceu o candidato de Berlusconi por uma margem de quase 30 pontos porcentuais.

Depois de semanas de impasse por causa do resultado inconclusivo das eleições gerais de fevereiro, o Partido Democrata, de Letta, viu-se forçado a unir-se com a facção conservadora de Berlusconi para formar um governo de esquerda-direita. A formação de um governo com partidos tão antagônicos vem provocando constante tensão política desde sua posse, há um mês e meio.

Simultaneamente, as eleições municipais sinalizam um agravamento da apatia dos eleitores italianos. O índice de comparecimento às urnas foi baixo nos dois turnos. Em Roma, o índice de comparecimento caiu de 52,8% no primeiro turno para 45% no segundo.

Pesquisas de opinião revelaram queda acentuada da confiança dos italianos na capacidade de seus políticos de governarem o país e de fazerem frente aos problemas nacionais. Fonte: Associated Press.

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