Giampiero Sposito/Reuters
Giampiero Sposito/Reuters

Itália condena cinco por naufrágio do Costa Concordia

Julgamento do capitão do navio, Francesco Schettino, agora único réu do caso, começou na quarta-feira e ainda deve se estender por um bom tempo

AE, Agência Estado

20 de julho de 2013 | 11h05

GROSSETO - Um tribunal da Itália condenou neste sábado, 20, quatro tripulantes e um funcionário da companhia de cruzeiros italiana pelo naufrágio, em janeiro de 2012, do navio Costa Concordia. O acidente resultou na morte de 32 passageiros e tripulantes. Os cinco receberam penas entre 18 e 34 meses por homicídio culposo múltiplo, naufrágio e negligência - punições relativamente curtas para os crimes, com a contrapartida de se declararem culpados. Nenhum deles deve ser preso, já que as sentenças de menos de dois anos foram suspensas.

Nas mais longas cabe apelação, com a possibilidade de serem substituídas por serviços comunitários, informaram fontes judiciais. Quem recebeu a pena mais dura foi o diretor da unidade de crise da Costa Crociere, a companhia de cruzeiros, Roberto Ferrarini, sentenciado a dois anos e dez meses de prisão.

"O que as famílias das vítimas vão pensar? Isto é verdadeiramente decepcionante", disse Daniele Bocciolini, advogado das vítimas. "Schettino continua a ser o único a ser julgado, mas não é o único culpado, na minha opinião", disse ao jornal SkyTG24.

O julgamento do capitão do navio, Francesco Schettino, agora único réu do caso, começou na quarta-feira e ainda deve se estender por um bom tempo. Ele é acusado de múltiplo homicídio culposo, por ter causado o naufrágio do navio ao passar muito perto da costa da ilha toscana de Giglio e de ter abandonado a embarcação com milhares a bordo durante o procedimento de esvaziamento do Costa Concórdia, que transportava mais de quatro mil pessoas.

Na quarta-feira, os advogados de Schettino ofereceram aceitar uma sentença de três anos e cinco meses, em troca de uma confissão de culpa. A oferta anterior, para servir três anos e quatro meses, foi rejeitada em maio e ele arrisca uma sentença muito mais pesada se não fechar um acordo. As audiências devem ser retomadas em setembro./ AP e REUTERS

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