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Arquivo/AP
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Itália confisca US$ 1,1 bilhão em bens e ativos da família Kadafi

Medida foi tomada atendendo a pedido do TPI, em Haia; órgão quer extradição de filho do ex-ditador

AE, Agência Estado

28 de março de 2012 | 15h50

Texto atualizado às 18h19

 

ROMA - A polícia financeira da Itália anunciou nesta quarta-feira, 28, o confisco de mais de US$ 1,1 bilhão em ativos e bens controlados pela família Kadafi na Itália. O confisco foi feito a pedido do Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede na Holanda, que tenta obter do governo interino líbio a extradição do filho do falecido governante Muamar Kadafi, Seif al-Islam Kadafi, a Haia, onde deverá enfrentar acusações de crimes contra a humanidade.

 

Muamar Kadafi foi executado por insurgentes líbios em outubro do ano passado. A família Kadafi, contudo, possui um patrimônio de vulto na Itália, ex-metrópole colonial da Líbia.

A polícia financeira "confiscou hoje (quarta-feira) os ativos fixos e móveis, as ações da família Kadafi nas empresas (italianas) e contas correntes nos bancos", disse o comunicado, que também listou o valor total dos ativos e bens confiscados.

A família Kadafi tem ações em grandes empresas italianas, como o banco UniCredit, a petrolífera paraestatal ENI e a montadora de automóveis e veículos Fiat. As ações foram confiscadas. Segundo as informações da agência Ansa, US$ 611 milhões confiscados correspondem a ações que a família do falecido governante tem no UniCredit, maior banco de varejo da Itália. Também foram confiscadas ações da família Kadafi na Finmeccanica, uma corporação italiana que produz armamentos e bens de capital.

A polícia também afirma que confiscou as ações da família Kadafi no time de futebol Juventus de Turim, um edifício em Roma, 150 acres de florestas na ilha de Pantelleria e dois automóveis. Também foram confiscados bens e dinheiro de Abdullah al Senoussi, ex-chefe da espionagem de Kadafi.

As informações são da Dow Jones

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