Itália: crescimento mais fraco deve acelerar reformas

O presidente do Senado italiano, Pietro Grasso, afirmou que a desaceleração do crescimento na Itália não representa um risco para a agenda de reformas do país e projetou o lançamento bem-sucedido de reformas do mercado de trabalho no final deste mês.

AE, Estadão Conteúdo

07 de setembro de 2014 | 14h21

Em uma entrevista concedida no sábado nos bastidores do Fórum European House Ambrosetti em Cernobbio, na Itália, Grasso também elogiou a última rodada de medidas do Banco Central Europeu (BCE) para combater a inflação fraca e colocar a economia de volta nos trilhos. "Na qualidade de presidente do Senado, posso dizer que acredito que até o final do mês aprovaremos a reforma do mercado de trabalho. Além disso, algumas discussões estão ocorrendo dentro das comissões competentes sobre a reforma da administração pública", apontou. "Então, isso é só para dizer que existe um processo que está ocorrendo, que busca impulsionar a economia por meio desses processos de reforma."

O presidente do Senado refutou preocupações de que a desaceleração do crescimento possa minar a agenda de reformas da Itália. "É o contrário. Vamos acelerar ainda mais as reformas, e as reformas irão de fato acelerar o crescimento e o desenvolvimento", afirmou Grasso. "Existe um projeto para o desenvolvimento que irá certamente aumentar o investimento e a inovação e incrementar a riqueza e o emprego."

Entretanto, ele pediu mais flexibilidade dentro das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento a fim de sustentar os esforços de reforma na Itália e outros Estados da zona euro. "É claro que eu acredito que a austeridade, com referência ao pacto de estabilidade, é a coisa certa, mas gostaria de contar com grande compreensão e flexibilidade por parte dos outros países sobre o custo com o qual temos de arcar para implementar reformas estruturais", disse Grasso. "Espero que os países fiscalmente mais fortes entendam os problemas dos menos fortes, como a Itália, e que eles confiem em nós, em nossas habilidades para encontrar uma solução para esses problemas."

A economia da Itália teve contração de 0,2% no segundo trimestre, depois recuar 0,1% de janeiro a março. Fonte: Dow Jones Newswires.

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