Itália desarma bomba em embaixada grega

Este é o terceiro artefato encontrado desde a semana passada, quando dois pacotes explodiram, ferindo duas pessoas nas missões de Chile e Suíça

, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2010 | 00h00

A polícia italiana desarmou ontem uma carta-bomba na embaixada da Grécia em Roma. Uma suspeita de explosivo na representação diplomática da Venezuela foi desmentida. A polícia crê que os responsáveis são o mesmo grupo anarquista italiano que assumiu a autoria das explosões nas embaixadas do Chile e Suíça na semana passada. Na ocasião, duas pessoas que abriram os embrulhos ficaram feridas.

As embaixadas em Roma estão em alerta depois das explosões registradas na quinta-feira, atribuídas aos membros da Federação Anárquica Informal (FAI). Foram registrados vários alarmes falsos de bomba desde então, como os provocados por pacotes suspeitos enviados às embaixadas de Mônaco, Dinamarca, Ucrânia e Irlanda que, na verdade, continham mensagens natalinas.

O embaixador grego na Itália, Michael Kambanis, disse que a polícia acredita que a carta-bomba desativada na embaixada foi enviada pelo mesmo grupo anarquista que assumiu a responsabilidade pelas as explosões da semana passada.

O grupo é o mesmo que enviou explosivos a instituições e líderes europeus no fim de 2003, incluindo os pacotes-bomba que explodiram em cestos de lixo na frente da casa do ex-primeiro-ministro italiano Romano Prodi enquanto ele era presidente da Comissão Europeia. A FAI teria ligações com os anarquistas gregos que enviaram cartas-bomba a embaixadas e governantes europeus no mês passado.

Em Atenas, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores grego, Gregoris Delavekouras, disse que ninguém ficou ferido ontem, pois medidas de segurança mais rigorosas já tinham sido adotadas.

"A embaixada foi esvaziada imediatamente e os funcionários reunidos a uma certa distância do prédio, para que pudéssemos contá-los", disse. "A questão agora está nas mãos da polícia italiana." / AP e AFP

PARA LEMBRAR

No início de novembro, uma carta-bomba endereçada à embaixada do México na Grécia explodiu no correio de Atenas. Pacotes enviados às embaixadas da Suíça e da Rússia também foram detonados. Dois jovens foram presos e, com eles, a polícia encontrou explosivos que seriam enviados ao presidente francês, Nicolas Sarkozy. Um artefato foi encontrado em Berlim, no gabinete da chanceler alemã, Angela Merkel. Um avião que seguia de Atenas para Roma foi obrigado a pousar após a descoberta de um pacote com explosivos enviados para o premiê italiano, Silvio Berlusconi. No total, 17 pacotes com explosivos foram enviados.

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