Itália: escândalo derruba funcionário graduado

O governo do primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, sofreu sua primeira baixa provocada por motivos éticos nesta terça-feira, com a demissão do subsecretário Carlo Malinconico, que supostamente recebeu viagens e estadias gratuitas do ex-secretário de Obras Públicas Angelo Balducci e do empresário da construção civil Diego Anemone, investigados por corrupção, em um resort no litoral da Toscana em 2007 e 2008. O empresário teria pago contas no valor de ? 19,8 mil (US$ 25 mil) para estadias de Malinconico e sua família no resort Il Pellicano, em Porto Ercole, em dois finais de semana.

AE, Agência Estado

10 de janeiro de 2012 | 16h36

Il Pellicano, no litoral da Toscana, é um dos resorts mais caros e exclusivos da Itália, com a diária de um quarto em temporada de verão variando de ? 630 a ? 2,5 mil (US$ 800 a US$ 3,2 mil). Na época em que Malinconico teria usufruído da suposta generosidade do empresário processado por corrupção, ele era secretário-geral do governo de Romano Prodi, de centro-esquerda. Malinconico

negou ter se aproveitado do cargo na questão e disse que apenas pediu a Balducci que fizesse as reservas no resort, mas que mais tarde descobriu que Balducci, que já era subsecretário de Obras Públicas, havia pago as contas antecipadamente.

Monti, que assumiu o cargo de primeiro-ministro após a queda de Silvio Berlusconi, em novembro passado, prometeu rigor e transparência para ajudar a resgatar a Itália do desastre financeiro. Seu governo foi formado apenas por tecnocratas. Mas o caso Malinconico representa o primeiro escândalo do novo governo. Monti aceitou rapidamente a renúncia de Malinconico nesta terça-feira. Em comunicado, ele agradeceu o funcionário por seu "senso de responsabilidade em colocar o interesse público à frente de qualquer consideração".

As informações são da Associated Press.

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