Itália espera que mandado de prisão contra Kadafi saia antes de junho

Fim de maio será um 'momento chave' na crise da Líbia, afirma o chanceler italiano

Associated Press

12 de maio de 2011 | 17h45

ROMA - O ministro de Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse nesta quinta-feira, 12, esperar que a Tribunal Penal Internacional (TPI) emita um mandado de prisão contra o líder da Líbia, Muamar Kadafi, até o final do mês.

 

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De acordo com o chanceler italiano, o fim de maio seria um "momento chave" na crise Líbia, sugerindo que, após a emissão do mandado, seria inviável que Kadafi conseguisse negociar o exílio com alguma outra nação. "Desse momento em diante, sua saída do poder ou do país não seria mais plausível", já que a comunidade internacional teria de cumprir suas obrigações de não abrigar um suspeito, disse Frattini.

 

 

A Itália mantém uma posição alinhada à maioria de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), de que o futuro da Líbia não pode incluir o ditador Kadafi ou qualquer membro de sua família. O coronel é acusado de utilizar armas pesadas contra civis e contra os rebeldes que tentam encerrar seu governo, que já dura quase 42 anos.

 

O respaldo ao mandado de prisão pode aumentar com a ação diplomática dos líderes rebeldes. Duas comissões insurgentes visitaram os EUA e o Reino Unido nesta quinta-feira para discutir como o Ocidente pode auxiliar a oposição na luta contra Kadafi. Os rebeldes advogam por ajuda militar, mas esses países já afirmaram fornecerão apenas suprimentos não letais.

 

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) votou por unanimidade no final de fevereiro uma resolução para levar a crise Líbia ao TPI. Kadafi poderá ser julgado por crimes contra a humanidade. O órgão também autorizou a intervenção internacional para proteger os civis, que atualmente está sob comando da Otan.

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