EFE/EPA/MASSIMO PERCOSSI
EFE/EPA/MASSIMO PERCOSSI

Itália expulsa funcionários de embaixada russa envolvidos em escândalo de espionagem

Oficial da Marinha italiana foi flagrado entregando documentos confidenciais a militar russo que trabalha na embaixada em Roma; Kremlin disse não saber das "causas ou circunstâncias" do caso

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2021 | 12h00

ROMA - O ministério das Relações Exteriores da Itália anunciou nesta quarta-feira, 31, a "expulsão imediata" de dois funcionários da embaixada da Rússia envolvidos em um escândalo de espionagem entre os dois países.

"Convocamos o embaixador russo na Itália e comunicamos o firme protesto do governo italiano. Notificamos a expulsão imediata de dois funcionários russos envolvidos neste grave assunto", escreveu no Facebook o chanceler italiano Luigi Di Maio.

O incidente diplomático teve início nesta terça-feira, 30, quando um oficial da Marinha italiana foi detido em flagrante delito de espionagem ao entregar documentos confidenciais a um militar russo. Os dois se encontraram no que foi descrito pelas autoridades italianas como "reunião clandestina" em Roma.

A operação aconteceu sob a supervisão do serviço italiano de inteligência e o Estado-Maior de Defesa, segundo as forças de segurança. O oficial italiano foi identificado como um capitão de fragata, enquanto o cidadão russo se trata de um militar que trabalha na embaixada do país em Roma. Ele não foi oficialmente detido por sua condição de diplomata.

"Esperamos que o caráter positivo e construtivo de nossas relações permaneça e seja preservado", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Ele disse ainda que a presidência russa "não dispõe de nenhuma informação sobre as causas e circunstâncias" do caso.

O escândalo acontece em um momento delicado para as relações entre Rússia e União Europeia, tensas pela detenção do opositor Alexei Navalni e por outros casos de espionagem.

Moscou acusa a União Europeia de ter uma "posição de conflito", enquanto a UE culpa a Rússia por violação aos direitos humanos, assim como por frequentes "ataques cibernéticos" contra seus Estados membros./ AFP

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