Itália impede desembarque de refugiados africanos

Grupos humanitários italianos pedem que o governo permita que um navio, transportando 37 imigrantes africanos, atraque no país depois de dias ao largo da costa da Sicília. O navio, que pertence ao grupo de ajuda humanitária alemão Cap Anamur, encontrou em 20 de junho em bote de borracha com 36 sudaneses, supostamente fugitivos da guerra na região de Darfur, e um cidadão de Serra Leoa.O navio os recolheu e dirigiu-se à Itália, mas foi impedido de atracar. As autoridades dizem que os refugiados passaram primeiro por Malta, e portanto devem pedir asilo ali, alegação condenada pelos defensores dos direitos humanos. ?O que essa atitude revela é desprezo pelas mais elementares normas da lei internacional e da lei dos direitos humanos?, diz o ramo italiano da Anistia Internacional.A Itália, porém, insiste que sua atitude respeita as leis internacionais, que pedem que refugiados peçam asilo no primeiro porto. ?Mesmo que por razões humanitárias, uma exceção especial a esta regra... pode abrir caminho a numerosos abusos?, diz o Ministério do interior, em nota.O diretor do Conselho Italiano pelos Refugiados, Christopher Hein, diz que o navio recolheu os africanos a 160 km da Itália e a 290 km de Malta. A embarcação cortou águas territoriais maltesas, mas jamais chegou a se dirigir à ilha.

Agencia Estado,

08 de julho de 2004 | 14h55

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