Efe
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Itália inicia força-tarefa e resgata centenas de imigrantes

Governo da Sicília declarou estado de emergência, segundo a rede britânica 'BBC'

O Estado de S. Paulo,

15 de outubro de 2013 | 11h09

ROMA - A Marinha italiana resgatou nesta terça-feira, 15, cerca de 300 imigrantes nas águas entre a Sicília e a Líbia, após o governo mobilizar navios, helicópteros e drones para evitar novos naufrágios como os que causaram centenas de mortes neste mês. Segundo a rede britânica BBC, o governo da Sicília declarou estado de emergência devido a crise com imigrantes.

Uma fragata e uma embarcação militar de patrulha foram mobilizadas na noite da segunda-feira, quando dois barcos usados por imigrantes, navegando separadamente, usaram telefones via satélite para pedir ajuda, segundo nota da Marinha italiana. Eles foram resgatados e levados nesta terça-feira para a ilha de Lampedusa, ao sul da Sicília.

No dia 3 de outubro, mais de 360 pessoas, a maioria eritreus, morreram em um naufrágio a menos de um quilômetro de Lampedusa. Na sexta-feira passada, pelo menos 34 outros migrantes se afogaram na mesma região. Esse número pode chegar a mais de 200.

Lampedusa, que fica a apenas 113 quilômetros da costa da Tunísia, atrai há duas décadas muitos imigrantes africanos que buscam uma vida melhor na Europa. Com a guerra civil na Síria e as crises políticas no Egito e em outros países árabes e africanos, o fluxo de refugiados aumenta.

Na tentativa de conter o trânsito das precárias embarcações e evitar novas tragédias, a Itália começou nesta terça-feira a intensificar a presença militar nas águas que separam seu território do norte da África.

As autoridades vão mobilizar um navio anfíbio com um hospital a bordo, além de cinco outras embarcações, helicópteros, um avião equipado com visão noturna e aviões não tripulados. "Será uma operação militar e humanitária para reforçar as capacidades de vigilância e resgate em mar aberto, o que irá aumentar os níveis de segurança e salvar vidas", disse o ministro da Defesa, Mario Mauro, quando o plano foi definido.

Organizações humanitárias criticaram o que veem como uma crescente militarização das fronteiras, argumentando que essa operação pode salvar vidas por um lado, mas que por outro deixará um grande número de imigrantes retido no deserto do Saara ou nas mãos de milicianos e criminosos líbios.

"Não está dado que se um navio de Marinha italiana intervier os migrantes serão levados para um porto italiano. Vai depender de onde a operação acontece", disse o ministro italiano do Interior, Angelino Alfano./ REUTERS

 
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